Com os grandes êxitos do futebol português, é natural que os nossos políticos tentem imitar os futebolistas, a fim de alcançar popularidade...
Assim, começaram as transferências dos políticos para o estrangeiro, e logo com uma de peso. Portugal só teria a ganhar se outras se seguissem...Não haverá "clubes" estrangeiros interessados em Portas, Santana, Jardim, Menezes, Narciso, etc?
Longe vão os tempos do "orgulhosamente sós" do salazarismo.
Hoje, Portugal está plenamente integrado na Europa e no Mundo. Somos capazes de organizar (bem) grandes eventos (o Euro 2004 é a prova mais recente); temos um selecção de futebol entre as melhores da Europa e do Mundo e até temos um português a chefiar a Comissão Europeia...
Ora, se estamos assim tão bem integrados no mundo, nesta era da globalização,(também chamada era do vazio) nada mais natural que, tendo os EUA um Bush e uma Itália um Berlusconi, Portugal venha a ter um Santana Lopes!
Alberto João Jardim não esperou dois segundos...correu a apoiar Santana Lopes ao cargo de primeiro-ministro. "Será desta vez - pensou Jardim - que eu serei finalmente convidado para um cargo "digno" da minha pessoa, em Lisboa ou na União Europeia (Comissário, por exemplo)?"
No dia em que Alberto João abandonar o seu "reino" ("em terra de cegos quem tem olho é rei"...), esse será o dia mais ansiosamente aguardado por muitos madeirenses, que não encontram outra maneira de se verem livres dele.
Então, em vez da dupla Santana/Portas que, ao que dizem, já está a formar governo,o país conhecerá a tripla Portas/Santana/Jardim. Que mais nos irá acontecer?
A saída de Barroso é benéfica para Portugal, que, assim, se vê livre de um primeiro-ministro neo-liberal. Quanto ao seu sucessor "natural", veremos o que lhe vai acontecer... Espero que o Presidente da República não vá na conversa (na astúcia) deles, aceitando a nomeação de Santana Lopes.
Quanto a Durão, só a sua desmedida ambição pessoal é que o poderia ter levado a aceitar o cargo, fugindo às suas responsabilidades governativas e deixando o seu partido numa autêntica crise interna. Ele sabe que se continuasse no Governo perderia as próximas eleições legislativas, por isso, fugiu a tempo. Esperto...
Enfim, pode ter qualidades políticas, mas quanto a qualidades humanas estamos conversados...
Sousa Franco era um homem bom (falo de um ponto de vista ético e moral, não político). Morreu no campo de batalha, no campo da cidadania e da política (para ele uma coisa séria) a favor do seu país. No meio de uma campanha em que foi miseravelmente caluniado.
Ficam os caluniadores, que, agora, hão-de chorar lágrimas de crocodilo! Os cobardes preparam-se para, hipocritamente, elogiarem o cidadão, porventura até o hão-de considerar patriota!
O país, esse, vai ficando cada vez mais pobre, cada vez mais malcriado, cada vez mais injusto.
Quem poderá calar esta revolta contra o absurdo da morte?
Andava o PS preocupado, triste, sem candidato, e eis que de repente...
Pelo sim, pelo não, assinale-se aqui o primeiro apelo à candidatura de Sousa Franco à Presidência da República. Foi ontem, em Vila Real, conforme relata o "Público". Pode muito bem acontecer ser ele o candidato do PS. Tem alguns requisitos: por um lado, é aquilo a que chamam "um moderado", que agrada ao eleitorado do centro, foi o ministro das Finanças da entrada de Portugal no euro; por outro, mostrou coragem ao chamar racista e xenófobo a Paulo Portas o que agradou à Esquerda e é um defensor de políticas sociais, o que incentivou no primeiro governo de Guterres. E o mais curioso: está a revelar uma empatia com o povo, ao longo desta campanha. Aguardemos, pois, os próximos episódios...