maio 31, 2004

Tertúlia - Política e Literatura

Hoje à noite, na Feira do livro, pelas 21.30, realiza-se uma tertúlia em torno do tema «Política e literatura», com a participação de Jacinto Lucas Pires, Manuel Alegre e Urbano Tavares Rodrigues.
A organização é do Núcleo de Estudos de Ciência Política e Relações Internacionais, composto por estudantes da Universidade Nova de Lisboa. Esta iniciativa mostra que os jovens não vivem alienados dos problemas da sociedade, como muitas vezes nós os adultos gostamos de dizer.

Publicado por Paulo Ribeiro em 06:11 PM | Comentários (1) | TrackBack

maio 12, 2004

Política, Futebol e Religião

Não resisto em transcrever a parte final do texto de Luciano Alvarez, hoje, no "Público":
"Já estamos todos a ver Durão Barroso no estádio Gelsenkirchen a gritar "força Portugal", acompanhado por alguns deputados socialistas soprando freneticamente os seus apitos amarelos (os amarelos e não os dourados) enquanto puxam pelo FC Porto. Já agora que vá também o dr. Paulo Portas, mas que se faça acompanhar pela Senhora de Fátima, que segundo o ministro, nos livrou do crude do Prestige. Já que vale tudo que se leve também a Santa à Alemanha."

Publicado por Paulo Ribeiro em 11:45 PM | Comentários (2) | TrackBack

Mais um anti-americano...

Já sabemos. Sempre que alguém ouse criticar a política de Mr. Bush é logo acusado de anti-americano...
O General Garcia Leandro é um deles. As suas críticas são certeiras:
"Há ali [nas práticas recentemente denunciadas] uma ideologia que "por exemplo se vê nos filmes, nos rambos e guerras das estrelas, em que é tudo para destruir.... elas demonstram um determinado nível do comportamento e da ética da população americana ... são um sinal da "exagerada cultura de confrontação" dos EUA.... O que está em causa são os valores da cultura ocidental."
As torturas incluem "uma componente política de grande responsabilidade... resultam de um "discurso ideológico muito violento" no topo da hierarquia política norte-americana, discurso esse que, quando chega às bases (aos militares no terreno) é traduzido sob a forma de brutalidade física."

Publicado por Paulo Ribeiro em 11:40 PM | Comentários (0) | TrackBack

Afinal o "défice democrático"não existe...

Se havia dúvidas, elas desfizeram-se... Afinal, na Madeira, não só não há défice democrático, como até se respira um ambiente verdadeiramente democrático, com um espírito tolerante extraordinário e um respeito pelas ideias e opiniões dos outros absolutamente invejável!...
E mais: A actual geração no poder, liderada por esse grande educador dos valores democráticos, Alberto João, o grande timoneiro, educou tão bem, que as novas gerações são o exemplo perfeito dessa vivência democrática.
Que poderá haver de mais significativo desse clima democrático do que esta frase do líder dos jovens-sociais democratas madeirenses, Filipe Ramos, filho desse outro ilustre democrata madeirense, Jaime Ramos...:
O PSD "só tem a ganhar se se livrar desses idiotas" (os idiotas são Pacheco Pereira e Luís Filipe Menezes).
Mais palavras, para quê?

Publicado por Paulo Ribeiro em 11:27 PM | Comentários (2) | TrackBack

maio 10, 2004

Alberto João, o grande...

Alguém entende o significado dos elogios tão disparatados ao Alberto João Jardim?
O primeiro elogio veio pela voz de Dias Loureiro: "Nesta região está o melhor que há da democracia (...) é difícil encontrar no mundo outro lugar onde a mão de Deus e do homem tenham trabalhado em tanta sintonia".
Em seguida foi José Luis Arnaut que apontou o governante madeirense como "exemplo de comportamento ético".
Depois foi o líder do PSD-Açores, Victor Cruz, que assumiu o compromisso de, no caso de vencer as eleições regionais de Outubro, seguir a sua política na "futura governação" daquele região.
Hoje, foi a vez de Durão Barroso que tratando Jardim como o "grande madeirense", considerou a Madeira como "um dos maiores casos de sucesso em toda a Europa".
Enfim, pelo tom excessivo dos elogios, é caso para duvidar da sinceridade dos mesmos. Ou então, é caso para dizer os chefes do PSD "passaram-se..."

Publicado por Paulo Ribeiro em 06:41 PM | Comentários (4) | TrackBack

Paz à sua alma...

Durão Barroso elogiou Champalimaud porque "muito contribuiu para a economia portuguesa." Mas nem uma palavra à forma (justa? injusta?) como o fez. Eu pergunto: Champalimaud contribuiu para a economia do país ou para a sua economia pessoal e familiar? E à custa de quê e de quem? Quantas injustiças praticou ao longo do seu processo de enriquecimento? E esta pergunta, afinal, tão simples: contribuiu para a felicidade daqueles que, com o seu trabalho, contribuíram para o seu enriquecimento?

Publicado por Paulo Ribeiro em 06:24 PM | Comentários (3) | TrackBack

Palavras ameaçadoras

A figura e as palavras de al-Sadr e seus seguidos fanáticos são terríveis, ameaçadoras. Dizem os jornais que ele "trazia sobre os ombros uma mortalha branca, símbolizando a sua disponibilidade para o martírio" e vinha "protegido por um elevado número de membros da sua milícia, com as suas fardas totalmente negras e fortemente armados."
E disse: "Que espécie de liberdade e democracia podemos esperar de vocês (americanos) quando mostram tanto prazer em torturar prisioneiros iraquianos? (...) Libertem todos os prisioneiros e julguem os criminosos ou nós faremos uma acção inimaginável."
Um seu representante prometeu dólares a quem capturar mulheres ou homens soldados britânicos. As mulheres-soldados capturadas deverão ser-lhes entregues para serem tratadas como concubinas ou escravas.
Ora, o que eles dizem é para levar a sério, porque eles cumprem as suas ameaças.
O mundo está a passar por um dos momentos mais difícieis da sua história e nós não imaginamos como tudo isto vai acabar. Para maior desgraça nossa, não aparecem líderes políticos mundiais, dotados de uma personalidade forte, mas esclarecidos, competentes e amantes da paz.

Publicado por Paulo Ribeiro em 05:28 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 09, 2004

Só não vê quem não quer ver..."

Mário Mesquita resume bem a situação:
"Que os EUA mergulharam num "atoleiro", é um lugar comum. Que, sob o comando da administração de George W. Bush, se revelam péssimos representantes da ideia democrática, parece evidente. Que os estrategistas do Pentágono não possuem uma política global credível para o Médio Oriente, também se torna demasiado visível."

Publicado por Paulo Ribeiro em 11:55 PM | Comentários (0) | TrackBack

O símbolo da América para os terroristas...

Faço minhas as palavras de Ana Sá Lopes, no "Público" de hoje:
"O senador Ted Kennedy disse o óbvio: "No Médio Oriente, o símbolo da América não é a estátua da liberdade, é um prisioneiro encapuçado com cabos no corpo e medo de ser electrocutado". Esta frase, dita por um português, iria para o índex do "anti-americanismo furioso dos nossos dias"...
A não ser que considerem Ted Kennedy um anti-americano... acrescento eu.

Publicado por Paulo Ribeiro em 11:42 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 07, 2004

Bons de um lado, e maus do outro?

As imagens das torturas feitas pelos americanos aos prisioneiros políticos iraquianos envergonham-nos. Será que os Pachecos, os Ratos e os Fernandes, para não falar dos Barrosos e Portas ainda tecem louvores aos americanos? Afinal, a civilização do Bem não é assim tão perfeita, como Bush nos quer fazer crer. Qual é, agora, a moralidade para atacar o "eixo do mal"? E atenção: os "maus" (os iraquianos), apesar do "mea culpa" do governo norte-americano, jamais vão esquecer estas atrocidades cometidas pela chamada civilização ocidental cristã...
E sabermos nós que Portugal alinhou nesta invasão ilegítima, sangrenta e devastadora!

Publicado por Paulo Ribeiro em 07:47 PM | Comentários (2) | TrackBack

O S.O.S. de Menezes

Estou estupefacto! Nunca pensei que, passados apenas dois anos, a desilusão e a frustração viessem a atingir (e de uma forma tão amarga), os próprios dirigentes do PSD! Nos últimos dias têm-se multiplicado as vozes críticas ao governo, oriundas da própria direita e do próprio PSD.
Custa a acreditar, mas as palavras seguintes são mesmo de Luís Filipe Menezes:"O país está triste, frustrado e não acredita em ninguém. Numa competitiva Europa a 25, é necessário inverter rapidamente este plano inclinado. É inadiável um pacto de regime entre os dois maiores partidos."
Como vemos, é o proprio Menezes que reconhece que o país está num plano inclinado. E mais: ele próprio já não acredita que o actual governo (que tem maioria absoluta) tenha capacidade para inverter a situação. E lança um SOS ao PS: unamo-nos para salvar o país!" Tanta euforia e tanta expectativa, há dois anos, tantos ataques à pesada herança, e os auto-intitulados salvadores da pátria já estão neste estado?
Passaram-se apenas dois anos e já ninguém acredita neste governo? Como é que o país vai suportar mais dois anos? E daqui a dois anos, quem é que conseguirá tirar o país do pântano?

Publicado por Paulo Ribeiro em 07:29 PM | Comentários (1) | TrackBack

José Mário Branco no Coliseu

Hoje, encontro marcado com José Mário Branco, no Coliseu. "Resistir é vencer." Em Timor, em Portugal, em todos os lugares!

Publicado por Paulo Ribeiro em 06:59 PM | Comentários (0) | TrackBack

maio 06, 2004

Também tu, Pulido Valente?!

Que o actual governo é mau, é uma evidência. Mas que seja o próprio Vasco Pulido Valente, antigo deputado do PSD e secretário de Estado de Cavaco, a considerar que este é "o pior governo do PSD", é que é notícia. A mesma pessoa que criticou até à exaustão A. Guteres, vem agora dizer que "o primeiro governo do eng. Guterres foi bem melhor que este".
Já no domingo passado, o ex-governante do PSD João Salgueiro, dizia: "... a solução para os problemas do país não passa por reequilibrar as contas e esperar que venha a retoma do exterior." (...) "As operações de titularização para reduzir o défice não é maneira de resolver os problemas."
Enfim, pelo andar da carruagem, é natural que a estes dois críticos, muitos outros se juntarão, oriundos da própria Direita!
Força, Durão, continua que vais bem!...

Publicado por Paulo Ribeiro em 05:30 PM | Comentários (1) | TrackBack

Deseja o ministro acabar com o abandono escolar?

O presidente da República considera que o abandono escolar é uma tragédia nacional.
Uma das medidas para diminuir o abandono escolar seria possibilitar a todos os alunos o acompanhamento e orientação vocacional e profissional. Mas o número de psicólogos nas escolas portuguesas não chega a 500!...
Outra das medidas seria garantir mais apoios escolares, nomeadamente ao nível do estudo acompanhado. Mas o actual governo reduziu de dois para um o número de professores que asseguram esta área, criada pelo governo anterior.
É por isso que me interrogo se o ministro da Educação deseja mesmo acabar com o abandono escolar.
Acho que lhe fica bem o slogan: Força Justino, para trás é que é o caminho!...

Publicado por Paulo Ribeiro em 05:04 PM | Comentários (1) | TrackBack

maio 01, 2004

Pensar o futuro do trabalho

No "Público" de hoje, A. Santos Silva escreve sobre sindicalismo.
Eu também acho que a mobilidade e a flexibilidade podem ser traços positivos no futuro e poderão representar um passo em frente na evolução da sociedade. O problema é, de facto, "adequar os instrumentos de protecção e seguro social à intensificação da mobilidade, como aprofundar as normas de regulação institucional da relação de trabalho (os conteúdos funcionais, os horários, as remunerações, etc)...."
Num mundo em constante mudança, os políticos e os sindicalistas deviam, de facto, pensar também no futuro e nas novas perspectivas que se abrem, sem descurar,obviamente, a defesa dos direitos já conquistados.

Publicado por Paulo Ribeiro em 09:23 PM | Comentários (1) | TrackBack

Os "media" mentem?

O director do "Le Monde Diplomatique" esteve mais uma vez em Portugal. Como sempre, as suas palavras são lúcidas e oportunas:
"Como cidadão, constato que os "media" (...) põem um problema à democracia, porque ocultam a clareza do debate, falsificam o debate". "Eu, cidadão, quando recebo uma informação, não sei se é verdadeira ou falsa". "Os cidadãos devem organizar-se para lutarem pelo direito a uma informação sem mentiras, ocultações, distorções...", à maneira das associações de defesa do consumidor, de defesa do ambiente, dos direitos humanos, etc.
Naturalmente, estou acordo.

Publicado por Paulo Ribeiro em 09:02 PM | Comentários (1) | TrackBack

Mais um bom exemplo que vem da Espanha

O novo governo socialista da Espanha não deixa de nos surpreender. A ministra da Cultura espanhola decidiu baixar o IVA dos produtos musicais de 16 para 4 por cento e dos livros para 1 (um!!!) por cento.
A medida constitui, segunda a ministra (como muito bem se percebe) "uma forma de as pessoas acederem mais à cultura" e "para que os criadores possam cada vez mais viver da sua profissão."
Se esta medida faz sentido para Espanha, que dizer de Portugal, o país culturalmente mais atrasado da União Europeia (já contando com os 25 países)?

Publicado por Paulo Ribeiro em 08:48 PM | Comentários (1) | TrackBack