Que morra o ano velho! Um ano para esquecer. Um ano mau a nível político:
internacionalmente - a invasão do Iraque; a nível nacional - a degradação do país economicamente, socialmente, culturalmente...enfim, mais palavras, para quê?
2004 será melhor?
Prossegue a marcha imparável rumo à vitória definitiva, total e completa dos humanos sobre a sua Mãe-Natureza.
A desflorestação da Amazónia atinge já uma área de 631.369 quilómetros quadrados, o que equivale a 15,7 por cento da área total da floresta (seis em cada cem árvores).
Assim vai a acção do homem, “bicho da terra”, tão estúpido!
Entre Janeiro e Setembro, apenas os jornais ditos populares registaram aumento de vendas: o "24 horas" - 36,24 por cento e o "Correio da Manhã" - 16,02 por cento.
Estes dados revelam bem o estado do nosso país neste momento.
Escreve o "Financial Times" que António Vitorino "tem brilhado nas suas actuais funções", apontando-o como o sucessor de Romano Prodi.
Recordemos que foi uma notícia do "Público"(que referia a fuga ao imposto da sisa) que permitiu a A. Vitorino sair do governo português e mais tarde ser nomeado comissário europeu. O comissário e a Europa devem, pois, estar gratos ao jornalista Cerejo que o catapultou para o estrelato europeu. Duvido é que os portugueses estejam gratos ao Cerejo. O País perdeu um bom ministro e o governo de então começou a perder o brilho até que em 2001 se deu o eclipse.
Entretanto, Vitorino habituou-se ao firmamento europeu e o céu português tornou-se pequeno para tão luminosa estrela!
Carlos César mandou fazer postais de boas festas com a sua fotografia, ao lado da sua estimada esposa. Um casal perfeito, um casal modelo, os dois com um sorriso muito amarelo, a fazer inveja a muitos açoreanos.
Há momentos em que o ridículo ultrapassa as regras mais elementares do bom senso.
Até quando os ilhéus (madeirenses e açoreanos) vão continuar a adular chefes ridículos?
De vez em quando aparecem nos jornais. Intitulam-se "jovens socialistas católicos"! Não sei quem são, se são muitos, se têm qualquer representatividade, só sei que de vez em quando aparecem nos jornais a criticar isto ou aquilo que não agrada à Igreja. Desta vez resolveram criticar o Presidente da República por ter concedido um indulto à enfermeira da Maia.
Como além de ignorantes, são católicos, julgo que nada melhor se lhes aplica do que uma frase bíblica: Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que dizem.
Se Cavaco Silva não se candidatar, vai ser muito dura a luta no interior do PSD para a escolha do candidato partidário à P. R. Formar-se-ão dois campos aguerridos como há muito não se via naquele partido desde os tempos de F.Nogueira/Luís Filipe Menezes vs Durão Barroso.
Neste aspecto, 2004 pode ser um ano muito divertido. Durão Barroso, claro, vai manter-se à distância, dizendo a Santana Lopes que o apoia, afirmando aos militantes do partido que não apoia nenhum candidato, mas desejando ardentemente que ganhe o Marcelo Rebelo de Sousa.
Santana Lopes prossegue a sua marcha para a P.R. Sabendo que um dos seus maiores problemas é a sua ignorância cultural, a qual lhe tem causado um grande desprestígio junto dos principais agentes culturais e a ridicularização por parte de muitas pessoas, o que faz com que entre os seus apoiantes não existam grandes nomes da cultura, tem feito um grande esforço para melhorar a sua imagem neste campo.
Os jornais de hoje noticiam que S.L. vai publicar um livro. O lançamento é no Grémio Literário! Aos poucos o seu currículo "literário" irá aumentando.
Será que nas próximas eleições, a sua lista de apoiantes continuará a ter apenas aquela meia dúzia de actores ligados ao Parque Mayer, além dos futebolistas, ou S. L. já poderá ostentar grandes nomes da cultura portuguesa, como é o seu grande desejo?
E da Suíça desenvolvida chega-nos esta notícia: "Os médicos suíços vão começar a facturar as suas consultas por períodos de cinco minutos, a partir de 1 de Janeiro próximo. Trata-se de uma nova forma oficial de cálculo dos custos dos cuidados de saúde, que atribui um preço fixo a praticamente todo o tipo de serviços clínicos prestados."
É assim no capitalismo: tudo tabelado, a bem do lucro.
Mas existem outras más notícias neste primeiro dia pós-Natal de 2003: "Luís Villas Boas, director do Refúgio Aboim Ascensão, revelou ontem que o maior número de casos de abandono e maus tratos a crianças em Portugal ocorre no mês de Dezembro. Disse ainda que este ano "houve mais violações e massacres por pedófilos" do que nos anos anteriores. "Algumas [crianças] foram assassinadas brutalmente, outras excluídas da sociedade e, pela primeira vez em Portugal, apareceram catálogos com fotografias de crianças para vender".
A notícia é do "Público" e é arrepiante: "O número de idosos que chegam aos hospitais e são abandonados pelas famílias aumenta nas férias e épocas festivas. Apesar de o Inverno levar mais doentes às urgências, o que é certo é que muitos, depois de serem internados, ficam para além do dia em que lhes é dada a alta.(...) No Hospital de São João, Porto, verifica-se que "na hora da alta, os familiares criam entraves, retardam e não querem receber os idosos em casa". As famílias trabalham ou, nesta altura, querem deslocar-se e o doente impossibilita esses planos, explica Madalena Holzer, do serviço de consulta externa e internamento."
O capitalismo está a transformar os homens em seres estúpidos e anormais, e a sociedade pior que um selva (porque os animais ainda conservam o seu instinto de protecção da espécie).
Estes primeiros anos do novo milénio têm sido muito maus; cada dia que passa vemos aumentar a desumanidade, a ausência de bons sentimentos entre as pessoas. O caso dos idosos marginalizados, desprezados pela sociedade e pela própria família é um exemplo bem significativo do mundo em que vivemos!
Hoje é dia de era bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão - Poesias Completas
O jornal fala dos pobres
em letras grandes e pretas,
traz versos e historietas
e desenhos bonitinhos,
e traz retratos também
dos bodos, bodos e bodos,
em casa de gente bem.
Hoje é dia de Natal.
- Mas quando será de todos?
Sidónio Muralha - Obras Completas
Um anjo imaginado,
Um anjo diabético, actual,
Ergueu a mão e disse: É noite de Natal,
Paz à imaginação!
E todo o ritual
Que antecede o milagre habitual
Perdeu a exaltação.
Em vez de excelsos hinos de confiança
No mistério divino,
E de mirra, e de incenso e ouro
Derramados
No presépio vazio,
Duas perguntas brancas, regeladas
Como a neve que cai,
E breve como o vento
Que entra por uma fresta, quizilento,
Redemoinha e sai:
À volta da lareira
Quantas almas se aquecem
Fraternalmente?
Quantas desejam que o Menino venha
Ouvir humanamente
O lancinante crepitar da lenha?
Miguel Torga
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
As cinzas de milhões?
Natal de paz agora
Nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
Num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
Roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
Em ser-se concebido,
Em de um ventre nascer-se,
Em por de amor sofrer-se,
Em de morte morrer-se,
E de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
Quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
Num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
Com gente que é traição,
Vil ódio, mesquinhez,
E até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Ou dos que olhando ao longe
Sonham de humana vida
Um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
E torturados são
Na crença de que os homens
Devem estender-se a mão?
Jorge de Sena, Exorcismos, 1972
Enquanto a chuva
Escorrer da minha vidraça
E furar o telhado
Daquele farrapo de homem que além passa
Enquanto o pão
Não entrar com a Justiça
Lado a lado
Mão a mão
Nem Jesus vem
Andar pelos caminhos onde os outros vão
Um dia
Quando for Natal
(E já não for Dezembro)
E o mundo for o espaço
Onde cabe
Um só abraço
Então
Jesus virá
E será
À flor de tudo
O Redentor
Universal
(Quando o Homem quiser
Será Natal)
Manuel Sérgio
A Firma PORTUGAL, S.A.R.L. informa o público em geral e os seus clientes em particular que vai proceder, entre os dias 15 e 23 do corrente mês, à venda de parte do seu património. São 136 imóveis entre terrenos, edifícios, casas e andares, distribuídos por todo o país.
Motivo: pagamento de dívidas.
Preços de ocasião.
Aproveite esta oportunidade (embora não seja a última, pois no próximo ano há mais)!
A gerente
Maria Manuela
Marcelo Rebelo de Sousa é uma pessoa inteligente e conhecedora da realidade política. E por isso ao afirmar que "o grande problema é que não existe alternativa a este Governo", o menos que se pode dizer dele é que não está a ser sincero.
Esse era o argumento utilizado pelos adeptos do Estado Novo para justificar a ditadura. Ao menos o professor poderia ter sido mais original...
Não se preocupe, professor, não faltam alternativas!...
Neste dia dos Direitos Humanos veio-me à memória este poema de António Gedeão.
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
Faz hoje 55 anos que a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. São trinta artigos que estão longe de serem cumpridos, mas têm servido de orientação política para muitas acções em defesa da dignidade humana.
Artigo 1º - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Artigo 2º - Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamadas na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. (...)
Escreve Frei Bento Domingues no "Público": "Por isso, os cristãos não deveriam aceitar, sem mais, o progressivo apagamento em Portugal das linguagens da memória, nem das condições para a inovação das expressões da fé no Natal de Deus na fragilidade da nossa condição. Os costumes locais, os presépios, os autos, os contos, a poesia, o teatro, a música, o cinema que exprimem as transformações do Natal e as novas linguagens culturais que o podem recriar devem merecer mais preocupação dos cristãos do que uma referência ao cristianismo na Constituição europeia.
É na elaboração permanente da cultura que o "Deus humanado" deve ser posto em circulação. Por este andar, não tardará muito que já nem se saberá por que razão celebramos o Natal. Teremos as ruas iluminadas e o corpo humano de Deus às escuras."
Eu acho bem este apelo aos cristãos. Cabe-lhes, antes de mais ninguém, essa obrigação de salvar o Natal! Porém, constato, que muitas vezes, são os próprios cristãos (a começar, naturalmente, pelos empresários e comerciantes), que mais promovem e alimentam este Natal consumista!
A Porto Editora vai retirar o regulamento e as imagens do "Big Brother" de um manual de Língua Portuguesa, mas o problema permanece. O problema são os programas de língua portuguesa que estão mal feitos e carecem de uma revisão urgente. As críticas aos programas têm sido muitas, mas o próprio ministro concordando com elas, decidiu manter os programas...
"É um erro histórico José Eduardo dos Santos não sair de cena" - afirma Justino Pinto de Andrade, militante do MPLA.
É de facto muito negativo para os angolanos! A democracia tarda a chegar a Angola e ao MPLA. Diz o mesmo Justino Pinto de Andrade: " É claro que gostaria que houvesse uma eleição, teria que haver mais do que um candidato à presidência do partido, várias listas a concorrerem para o CC e para os outros órgãos do partido. Acontece que as listas foram eleboradas centralmente. A lista é única."
O líder dos U2 foi o escolhido deste ano para receber o prémio com o nome do histórico defensor dos direitos dos negros americanos, pelo seu envolvimento na luta contra a pobreza e pelos direitos humanos. Recentemente, Bono Vox fez um apelo aos países ricos para que perdoem a dívida das nações em vias de desenvolvimento.
"Mystic River", de Cint Eastwood, que está em exibição neste momento em Portugal, foi considerado pela "National Board of Review" o melhor filme do ano. Foi uma escolha acertada. A quem ainda não o viu, recomendo-o vivamente. É um filme a não perder pela realização e pela temática.
António Guterres perdoou-lhe parte da dívida. Durão Barroso autorizou-o a contrair um empréstimo, no valor de 35 milhões de euros para cobrir o défice do Orçamento regional.
Todos os primeiros-ministros têm mostrado ter medo dele. Sempre que ele ameaça com qualquer coisa, fazem-lhe as vontades. E assim, o homem lá vai conseguindo o dinheirinho para as obras que lhe permitem vencer eleições e enriquecer os amigos. (O conhecido Jaime Ramos que é o maior empresário da construção civil madeirense, foi construindo o seu "império" à sombra da política...e este é apenas um exemplo...)
Quando é que Portugal terá um primeiro-ministro que diga: basta!? E que o trate como ele merece e é: um demagogo, um oportunista, um arruaceiro?...
O jornalista Tolentino de Nóbrega noticia, hoje, no “Público”, que a “Madeira dispõe, neste momento, de 28.500 camas, um número que ultrapassa a previsão do Plano de Ordenamento Turístico (POT) da região para o final de 2003.” Este número aproxima-se do número limite de camas previsto para 2012 (38 mil), ou seja, “a nove anos do seu termo, a capacidade de alojamento atingiu já 84,2 por cento do limite estabelecido pelo plano.”
“No caso da cidade do Funchal, actualmente com uma capacidade de cerca de 21 mil camas, os hotéis existentes proporcionam já mais de 91 por cento das 23 mil toleradas pelo POT em 2012. A elaboração deste plano estratégico, que deveria estabelecer o modelo de desenvolvimento turístico e territorial da região, foi exigência da União Europeia para o financiamento do aeroporto da Madeira.”
“Este crescimento desregrado (...) está a ser seguido com alguma apreensão por parte de hoteleiros e agentes turísticos, preocupados com a eventual degradação da oferta. Recentemente, a directora do operador turístico TUI para Espanha e Portugal, Undine Ehmke, considerou suficientes os actuais hotéis e defendeu que a Madeira deve parar a construção de forma a que os existentes se valorizem e confiram ao destino a qualidade que o caracteriza.”
Mas claro, Alberto João Jardim é o político do betão e do alcatrão! É dessa forma que ele faz enriquecer a sua corte e ganha eleições! Construção civil, estradas, túneis...Tudo desregrado!...
O que é que não está desregrado na Madeira do desregrado Alberto João Jardim?
É possível que seja interessante o debate sobre “O Fenómeno da Fama - O que se Faz por uns Minutos de Fama”, hoje na SIC, às 24 horas, orientado por Conceição Lino.
De facto, como se pode ler na apresentação do programa, “cada vez é maior o número de jovens que querem ser actores, modelos, cantores ou simplesmente participantes em programas de televisão. Para muitos destes jovens, o que os motiva e é importante é ser famoso. Ser conhecido, independentemente das razões do sucesso. Está cada vez mais vulgarizada a ideia de que para se ser famoso não é preciso mostrar obra, nem esforço, nem sacrifício. Basta aparecer, basta que a imagem do "famoso" seja divulgada muitas vezes. Mas quando a popularidade se esgota, o que fica? Qual é o preço da fama?”
Vamos a um raciocínio muito simples: Se nos tempos actuais, os meios de comunicação social (nomeadamente a rádio e a televisão estatais) são (ou deviam ser) os principais veículos de informação e esclarecimento das populações.
Ora, se o povo português revela um tão grande desconhecimento e ignorância (que nos envergonha como país civilizado (?) acerca da SIDA, de quem é a culpa? A quem pedir responsabilidades?
A frase do Secretário-Geral das Nações Unidas, neste Dia Contra a Sida, vale mais do que mil textos sobre este flagelo. Numa simples frase, o retrato cruel mas real deste nosso mundo. Ei-la, sem mais comentários:
"Estou zangado, deprimido, impotente, por viver num mundo em que temos os meios para poder ajudar todos estes doentes, e o que falha é a vontade política."