Infelizmente, foram necessários os atentados terroristas para que os espanhóis decidissem correr com o PP, a acreditar nas sondagens que no início da semana davam como certa a vitória daquele partido.
Como é que (segundo as sondagens), 90% dos espanhóis estavam contra a participação do seu país na invasão do Iraque, e, se não fossem os atentados, teriam votado no mesmo partido que apoiou essa mesma guerra?
Decidir uma guerra é o assunto mais grave de qualquer país e de qualquer governante, pois traz consequências muito sérias. Se um país decide atacar é natural que seja atacado. Não é isso uma guerra?
Quanto a Portugal, acho que o presidente da República deveria ter evitado que o nosso primeiro-ministro decidisse também apoiar a invasão do Iraque. Nem que para tal tivesse que demitir o Governo! Acho que num caso tão sério como este, deveria ter usado esse poder que a Constituição lhe atribui.