O governo fez um negócio com o banco norte-americano Citigroup, em 19 de Dezembro. Parece não haver dúvidas de que o negócio chama-se: "operação de titularização de créditos".
Ontem, no Parlamento, Francisco Louçã afirmou que se tratou de um empréstimo de 1760 milhões de euros, verba que permitiu baixar o défice de 4,2% para 2,8%, e perguntou ao primeiro-ministro quanto é que Portugal vai pagar de juros.
Mas Durão Barroso respondeu que o dinheiro entrou como receita e não como empréstimo e por isso não haverá lugar para juros.
O país ficou na dúvida. Espero que alguém venha explicar com clareza que tipo de negócio foi feito e em que condições. De qualquer modo, o país ficou a perceber que o primeiro-ministro não quer explicar, sinal de que há qualquer coisa que se procura esconder.
A operação, permitiu uma entrada de 1700 milhões de euros.
A titulo, da venda dos créditos do estado.
Mas não passará de uma hipoteca, desses mesmos titulos, que vai ter de ser paga, com juros elevados.
Daí o silêncio do 1º ministro.
Claro que o 1º. ministro ficou embaraçado e embrumou por duas vezes não soube responder qual
seria a contrapartida do Citigroup, colocada por
Louçã nem soube responder a Lino de Carvalho, quando este lhe perguntou o que aconteceria às famílias portugueses que se pusessem a alinear o seu património.