Se Santana Lopes permanecer na Câmara de LIsboa por muito tempo, é bem provável que acabe por desfigurar a cidade. Esperemos que tal não aconteça, não porque se tenha mudado para Belém, mas simplesmente porque o povo de Lisboa, nas próximas eleições, decida mandá-lo para casa.
Um dos locais que ele pretende estragar é o Parque de Monsanto. Por isso é que o eng. Gonçalo Teles (com a autoridade que todos lhe reconhecem) chama a atenção para o perigo que corre esta área ecológica de Lisboa. Hoje, no "Público" (local). Transcrevo os parágrafos finais:
"O espírito do Parque é o mesmo das históricas Tapadas e Matas que ainda, felizmente, subsistem no nosso país. A íntima relação com a natureza e o recreio contemplativo que proporcionam não permite, sem a sua destruição, transformá-las num mosaico de parques urbanos, feiras populares, recintos desportivos com todas as infra-estruturas necessárias para o respectivo funcionamento e a carga de ruído, artificialismo e concentração de gentes que acarretam.
Deixem Monsanto ser o monte santo de Lisboa e, como tal, um bem sagrado dos seus habitantes, actuais e vindouros. Não destruam em meia dúzia de anos um trabalho de meio século."
Também já havia abordado este problema no meu blog e julgo que é importante que mais vozes se ergam contra esta opção de transformar Monsanto
num grande recinto de diversão. Por duas razões.
1ª. Destrói o pulmão de Lisboa. 2ª. Passada que
seja a euforia da inauguração do Parque de Diversões, este acaba mais cedo ou mais tarde por
sucumbir por falta de frequentadores.