Manuel Castells, célebre teorizador da globalização, professor da Universidade da Califórnia, Berkeley, afirma en entrevista ao "Público":
"Esta guerra mundial é a guerra das redes terroristas contra os Estados do mundo. É muito séria mas não é comparável às guerras mundiais do século XX. E pode ser desactivada através de medidas políticas. Pelo contrário, a melhor forma de ganhar esta guerra - mesmo que seja preciso exterminar os terroristas - não é a militar, porque apenas levaria à sua reprodução. É politicamente, atacando as fontes que a alimentam - a exclusão social, a falta de diálogo entre culturas e a falta de uma solução para o conflito do Médio Oriente.
O terrorismo é um problema mundial muito sério, mas desestabiliza muito mais o mundo a reacção que houve a esse problema."
A esta conclusão já chegou muita gente que esta não é a melhor forma de combater o terrorismo. Este professor deveria ensinar esta teoria ao sr.
Bush porque a nós não dá novidade nenhuma.
Eu adianto mais:" Terrorismo" é uma palavra inadequada para designar formas de luta que os povos oprimidos têm no intuito de se libertarem do jugo dos opressores. Como os combatentes não têm acesso a armamento sofisticado que as potências opressoras conseguem ter, a única forma de lutarem é recorrer a estes tipos de arma que não fazem mais que uma espingarda automática:MATAM!
Um abração do
Zecatelhado
Mas Castells não diz só isso. Também diz que a universidade faz dos Estados Unidos aquilo que é. Poderoso.
Quanto ao terrorismo, não se pode confundir tudo. Insinuar que Israel desestabiliza o mundo é um pensamento anti-semita... Recorde-se que quem apoia o terrorismo no mundo são os magnatas do petróleo.
A pobreza, sim, desestabiliza o mundo e nisso o ocidente tem sérias culpas, mas não é matando ou destruindo que se lá vai. Valia mais os países pobres serem menos corruptos e aprenderem a valorizar o conhecimento, aprendendo com o ocidente a governar-se. Os líderes desses países são os principais responsáveis da miséria e da iliteracia.
E concluo que violência não se combate com violência.