janeiro 09, 2004

No país das cartas anónimas...

Resumindo é assim: o procurador João Guerra juntou ao processo Casa Pia algumas (muitas?) cartas anónimas. Não o deveria fazer. Deveria tê-las destruído, mas não as destruiu. Por incompetência ou por má fé.
Um jornal noticiou que o dito procurador errou!
Mas poucas vozes se levantaram contra a incompetência ou má fé do procurador. Ao contrário, um coro de vozes levantou-se contra o facto de o jornal ter informado que o procurador errou. E até já querem proibir os jornalistas de noticiarem que os procuradores erram, que os juízes erram, que o Procurador-Geral erra! Como se eles fossem deuses!
Tem razão o Luís Afonso (Bartoon): levem-me para um sítio qualquer… tanto faz, desde que se assemelhe a um país…

Publicado por Paulo Ribeiro em janeiro 9, 2004 10:42 PM
Comentários

Não deixas de ter razão, mas os jornais ampliaram desnecessariamente o caso, não porque não tivessem o direito de divulgar a notícia, mas porque conheciam o clima de suspeita que se lançaria sobre o presidente. E demos as voltas que quisermos, o público ficou mais confuso. Teme-se que doravante se pense que todos são culpados ou que todos são inocentes.

Afixado por: Rui em janeiro 10, 2004 01:01 AM

Mas também é notária outras intenções que visam
o relato dessas notícias através da sua incessante repetição. E é aí que reside o problema.

Afixado por: congeminações em janeiro 10, 2004 12:24 PM