Escreve Frei Bento Domingues no "Público": "Por isso, os cristãos não deveriam aceitar, sem mais, o progressivo apagamento em Portugal das linguagens da memória, nem das condições para a inovação das expressões da fé no Natal de Deus na fragilidade da nossa condição. Os costumes locais, os presépios, os autos, os contos, a poesia, o teatro, a música, o cinema que exprimem as transformações do Natal e as novas linguagens culturais que o podem recriar devem merecer mais preocupação dos cristãos do que uma referência ao cristianismo na Constituição europeia.
É na elaboração permanente da cultura que o "Deus humanado" deve ser posto em circulação. Por este andar, não tardará muito que já nem se saberá por que razão celebramos o Natal. Teremos as ruas iluminadas e o corpo humano de Deus às escuras."
Eu acho bem este apelo aos cristãos. Cabe-lhes, antes de mais ninguém, essa obrigação de salvar o Natal! Porém, constato, que muitas vezes, são os próprios cristãos (a começar, naturalmente, pelos empresários e comerciantes), que mais promovem e alimentam este Natal consumista!
Publicado por Paulo Ribeiro em dezembro 7, 2003 10:53 PMOra, nem mais! disseste ( quase ) tudo.
Agora o ( quase ): E a Igreja, não foi e é também para os seus membros, um exemplo de incentivo ao comércio e ao lucro em nome de Deus?
Um abração
Zecatelhado
Pois é Zeca, mas esses quinhentos paus são para
os necessitados. Também não vamos por má intenção
nas boas intenções dos devotos. Além disso as arcas com os tesouros já estão cheias e nunca se
sabe o dia de amanhã.