Somos o país mais atrasado da União Europeia. Mas, por vezes, temos a mania que somos melhores que os outros; outras vezes, tomamos consciência que erramos, mas não queremos reconhecer os nossos erros.
Hans Eichel, ministro das finanças alemão afirmou que a melhor prova de que o Pacto de Estabilidade e Crescimento não funciona em tempos de crise é a recessão que Portugal está a atravessar: “Portugal seguiu os conselhos da Comissão e acabou em recessão, e terá no próximo ano um défice superior a cinco por cento.”
Apesar do fracasso evidente, ainda há quem continue a defender a política do governo. Outros perceberam o erro, mas não o querem reconhecer directamente; é o caso do próprio governo: o apoio à França e a Alemanha não é uma forma indirecta de reconhecer o fracasso da sua política?
Os factos são mais que evidentes. Tão evidente
como foi o voto da titular da pasta das finanças
de apoio ao não sancionamento da França e Alemanhã. O contra-senso está no não reconhecimento do erro das politicas adoptadas e
a não mudança das mesmas dado que agora existe um
excelente argumento para não manter a preocupação
do cumprimento da meta. Mas como se insiste não
temos outra alternativa que não seja aguentar com
as consequências.