E acrescenta o arquitecto: "As torres e os blocos foram tipologias que o Movimento Moderno inventou e de que a especulação imobiliária se aproveitou, vendendo metros quadrados de construção mas escamoteando "a verdura, o sol e o ar" que as deveria rodear.(...)
O problema básico, tal como se coloca perante a revisão do PDM em curso, é o de saber o que fazer às áreas de reconversão urbanística, as fábricas que já não o são, os quartéis inúteis ou as áreas portuárias desafectadas e saber se devem ser atafulhadas de habitação altamente lucrativa, muitas sob o figurino de "condomínio privado", ou contribuírem para o equilíbrio ecológico, para o reequipamento da cidade, para a tranquilização do tráfego em lugar de aumentar a incomodidade, e portanto, para beneficio de todos."