O Governo anda a ver se recolhe apoios para mudar a hora legal.
As razões são as mesmas que fundamentaram o decreto-lei de Cavaco Silva, em 1992: “... a motivação principal é de natureza económica e empresarial”.
Quando A. Guterres, em 1996, repôs a normalidade, os portugueses suspiraram de alívio.
Se voltássemos ao período cavaquista, durante o Verão estaríamos 2 horas e 45 minutos adiantados em relação à hora solar. Todos os especialistas são unânimes em considerar que essa diferença prejudica o ritmo biológico e origina graves consequênciaas especialmente nas crianças e nos idosos.
Mas, num tempo em que querem reduzir o ser humano à sua dimensão materialista e a sociedade à dimensão economicista, alguém ainda se preocupa com esses seres frágeis e improdutivos como as crianças e os idosos?