agosto 28, 2003

António Guterres

Na sua crónica de hoje, no "Público", Eduardo Prado Coelho resolveu, uma vez mais, "arrasar" (esta é uma palavra muito usada naquele diário) A. Guterres que, como sabemos, foi erigido, há alguns anos, pelos jornalistas, comentadores políticos, membros do actual governo e mesmo por dirigentes socialistas e membros do seu governo)... em "bombo da festa".
A figura "bombo da festa" é uma coisa do agrado dos portugueses, direi mesmo que os portugueses não podem viver sem ele. É assim uma espécie de "bode expiatório". Ficamos todos muito contentes quando encontramos alguém a quem podemos endossar as nossas (ir)responsabilidades colectivas, e, inclusivamente, expiar as nossas culpas.
Assim, se há um problema, dizemos: a culpa foi do Guterres... Quem mais tem insistido na frase é, como sabemos, a dulpa Durão/Portas.
E.Prado Coelho alinha na estratégia. No final do texto, aponta aqueles erros da governação guterrista que todos os portugueses estão fartos de saber: o queijo limiano, a taxa da alcoolemia, a RTP, etc. E, como ele próprio assinala, são todos da "segunda fase da governação do PS".
Ora, alguém é capaz de me explicar por que motivo há dois Guterres - o da primeira fase (primeiro governo) - bom governante; e o da segunda fase (segundo governo) -mau (ou péssimo, sei lá...) governante?

Publicado por Paulo Ribeiro em agosto 28, 2003 06:21 PM
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