agosto 22, 2003

a Sérgio Vieira de Melo

os pássaros sem penugem e um sol negro dentro de uma taça
as palavras cavaram abismos no teu rosto
todas as palavras mesmo as que já não têm salvação

Publicado por Isabel Loja em agosto 22, 2003 11:04 PM
Comentários

É sempre um prazer ler o que escreves. E mesmo se é por causa de uma notícia triste como esta, é bom saber que a poesia da verdadeira humanidade continua viva e capaz de produzir seres luminosos como o Sérgio Vieira de Melo e como tu.
Beijinhos, da tua irmã de Benfica.

Afixado por: Adélia em setembro 1, 2003 12:27 PM

«O carioca Sérgio Vieira de Mello morreu aos 55 anos no cargo que ficará marcado como o ponto máximo dos seus 30 anos de carreira diplomática, o cargo de representante especial da ONU no Iraque. Deixa dois filhos e um neto». john smith.

Afixado por: john smith em março 15, 2004 06:39 PM

SERGIO VIEIRA DE MELLO
(«Mãe de Sérgio Vieira de Mello vai processar a ONU»/«Mãe de Vieira de Mello pede indemnização à ONU»)/2004
**Vieira de Mello não estava divorciado, tem dois filhos adultos,( para quem foi um pai presente e afetuoso), e legalmente só eles têm legitimidade para poder pedir «explicações» à ONU se assim o entendessem.(não sua avó).
Aos Midea é de desejar a não especulação que alimenta essa ideia que passam de que Vieira de Mello tinha em vida a família dividida, ou seja, que existia a família que constituiu aos 20 anos na Europa - com sua colega da Universidade SORBONNE de PAris, Annie Vieira de Mello e seus dois filhos, Adrien com 24 anos e Laurent com 26 anos - e uma outra família, brasileira, composta por sua mãe Gilda, sua irmã Sonia de Mello, e sobrinhos. A verdade é que em vida, Vieira de Mello tinha para ele, no dizer dele, uma só e única família em que englobava eles todos pelo sangue e pelo afeto, embora só fosse "de ano a ano" ao Brasil, e foi isso que, seus conhecidos, testemunhamos ao longo da vida.
Se a guerra foi lançada na família não foi de certeza por Vieira de Mello embora essa seja uma questão pessoal e privada que não deveria ter a dimensão pública que as declarações recentes de sua mãe, dona Gilda, lhe conferem. Éle era um homem de Paz, e tentava sê-lo também na Família!, até com os amigos. ( ou não seria coerente!). Amava os Filhos !, dizia-o!, demonstrava-o!, partilhava a vida o mais que podia com eles, falava-nos deles, estava presente como podia. (Aliás isso é inquestionável!) E, ao contrário do que acontecia com sua vida profissional, ele quis desde sempre preservar para ele próprio a sua intimidade, a sua vida pessoal, a sua vida privada, que só a ele dizia respeito e decidi-la como melhor e livremente entendesse, o que sempre o fez!, sem precisar do "apoio" e da aprovação de sua mãe, e sem ter que o publicitar como agora vem sendo feito, inclusive de maneira "deselegante" por sua própria mãe, o que a todos que privaram com Vieira de Mello muito choca porque "não condiz" com ele nem com a postura do homem íntegro, prudente nas suas decisões, ponderado nas suas declarações, que conhecemos ao longo de uma vida. Esta exposição pública de vedetismo sobre a vida dele, é abusiva já que ele não está cá para dizer SE sim, SE não, foi como dizem, e se quer a sua vida pessoal e íntima assim exposta, e se autoriza que cada um diga o que lhe apetece, o que mais lhe incha o EGO, ou o que mais o "promove", ou que mais vende, em nome dele. E isto é ainda muito mais grave quando os atores se dizem, ou estiveram, próximos dele em vida, supostamente depositários da sua confiança, o que os deveria responsabilizar e induzir a um comportamento sem "protagonismos" digno e adequado ao estatuto e nível moral de Vieira de Mello. E nada disto acontece por acaso, por ignorância ou inocência, já que toda a gente sabe que ele era discreto na sua vida pessoal e que nunca quis expor essa sua vida íntima assim PUBLICAMENTE, e que não legou a ninguém faze-lo agora EM NOME DELE! ( Ele não legou a sua representação a não ser nos Filhos por direito, que são agora quem nesta vida o continua e LHE HONRA O NOME! ).
ELE NUNCA QUIS SER VEDETA!, nem envolver-se neste mundo conturbado deste tipo de "espetáculo" : viu demasiado sofrimento humano real a tocar-lhe!, "mesmo à mão!", e a sua consciência social, cívica, ética e política, despertou nele para sempre a vontade de ajudar, de "estar lá", e de tornar o mundo mais humano e mais RICO, o que conseguiu, e por isso lhe estamos todos profundamente gratos. Ele pairava em outra atmosfera!, a da vida real e da dor que não passa nos jornais porque é feia e não vende. E procurava construir soluções, e envolver as pessoas nesse seu trabalho que era a causa da dignidade humana, da liberdade, da democracia, do desenvolvimento, do multilateralismo, da Paz, do regresso a uma ONU "renovada" e capaz de dar resposta aos problemas do mundo de hoje. A ONU foi a casa dele, a pátria sem fronteiras que ele adotou, família da GRANDE FAMÍLIA dele, que ele serviu de maneira ímpar, regendo-se sempre pelos princípios da independência e da integridade, tal como Dag Hammarskjold que tanto ele referia como inspirador de seu trabalho.
A atitude da Mãe, dona Gilda, com declarações nos jornais sobre a ONU e a família constituída de seu filho, feitas agora em 2004, embora incompreensível na Mãe do HOMEM da PAZ de quem se esperava o mesmo nível que o do filho, a mesma inteligência e o mesmo coração, tem de ser contextualizada nos seus 85 ou 86 anos, vulneráveis pela dor e "influenciáveis" , e nesse imenso sofrimento que, não inocentemente, lhe tem sido infligido ao abusivamente não lhe pouparem pormenores "SUBJETIVOS" sobre a morte do filho que mais a "desorientam" e alimentam uma guerra em vez de abrir um caminho mediador para a paz na família que é a dela. Ao ofender seus netos está a ofender seu filho Sergio Vieira de Mello. Dona Gilda deveria pedir do fundo da alma, e do fundo do coração, com amor, desculpa a seus netos e tentar aproximar-se deles porque são dois homens admiráveis de quem Vieira de Mello sempre se orgulhou e que HONRAM O SEU NOME!, E O HONRARÃO SEMPRE!, e que são sangue do seu sangue!
Dona Gilda ficaria assim mais próxima de seu filho, e dos homens de bem, construindo PAZ na família em vez de dar a jornais declarações agressivas de discórdia que nos levam a questionar se Vieira de Mello teria os mesmos Genes.
Desse filho maravilhoso e homem íntegro que foi Vieira de Mello, o que agora lhe deveria estar presente no coração, para além das eternas memórias de uma mãe que muito amou, são os filhos de seu filho, seus netos!, e mesmo que, ofendidos por si, eles possam ou não desculpá-la, deveria percorrer o caminho na direção deles com o amor que só uma mãe pode dar e sentir (já que uma avó é duas vezes mãe!).
Se Sergio Vieira de Mello fosse vivo não aprovaria o comportamento e declarações de sua mãe dona Gilda, de todo ofensivas, e exigiria ele próprio, em nome de seus filhos, um pedido de desculpas.
No funeral de Sergio Vieira de Mello, seu filho mais novo, Adrien, disse que quando o passado é um caminho de regresso vedado, ou que quando o caminho para o passado está vedado, há que seguir em frente. Sábias palavras!
***em nota :
*1. O amor e a dor não se diz nem se vende*.
*2. A vida de Sergio Vieira de Mello só a ele pertencia e o direito de dispor dela.*
*3. Um minuto de silêncio.*
john smith

Afixado por: john smith em abril 19, 2004 09:41 PM

Sérgio Vieira de Mello foi, de facto, o protótipo ideal do diplomata internacional. Será utópico, mas gostaríamos que ele fosse sempre recordado - pelo menos ao longo de todo o Século XXI - como um exemplo a seguir, em todas as Chancelarias do Mundo e, em muito primeiro lugar, por todos os Ministérios de Relações Exteriores ou dos Negócios Estrangeiros de TODOS os Países Lusófonos ... com Timor-Leste à cabeça, caso os Leste-Timorenses percebam o alcance disso!

Afixado por: António Leite de Magalhães em abril 30, 2004 01:09 AM

SERGIO VIEIRA DE MELLO/2004
«Mãe de Vieira de Mello pedirá à ONU indenização de US$ 300 mil»
(FONTE DO DOCUMENTO :
ARPENBRASIL-http://www.arpenbrasil.org.br/ler_noticias.asp?noticia=548)
«Exumação deve ser pedida para determinação de causa mortis
RIO - O advogado Jorge Beja calcula em US$ 300 mil a indenização por dano moral que Gilda Vieira de Mello, mãe do alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para direitos humanos, Sérgio Vieira de Mello, cobrará da organização. Esse seria o valor recebido por cada um dos filhos de Vieira de Mello, morto em agosto, num atentado terrorista, em Bagdá. "Tenho notícias de que cada filho recebeu US$ 300 mil. É um parâmetro." Beja ressaltou, porém, que cabe à Justiça fixar o valor da indenização.


A notícia de que a ONU enviaria a Gilda uma "nova versão" do atestado de óbito de Vieira de Mello não alterou a disposição de processar as Nações Unidas. Segundo Beja, a notificação só não foi feita ainda porque ela não tem a certidão de nascimento do filho e uma nova cópia será necessária. "É só o que falta para iniciar o processo", declarou o advogado.

Junto com o médico Ednei Freitas, que atende Gilda há 23 anos, Beja prepara também um pedido de exumação do corpo de Vieira de Mello, sepultado em Genebra. Para o médico, uma nova versão do atestado de óbito preparada por militares no Iraque só piora a situação. "Convenhamos, atestado feito no Iraque, oito meses após a morte de alguém enterrado na Suíça, é uma peça de ficção", observou Freitas. "A única maneira de determinar a causa mortis é a exumação", disse o médico.

A causa mortis estabelecida pela médica que assina o documento, Elizabeth Rouse, major da Força Aérea americana, é desqualificada por Freitas. "Ela diz que o Sérgio morreu devido a explosão de bombas. Isso não é causa mortis." »
FONTE DO DOCUMENTO : http://www.arpenbrasil.org.br/ler_noticias.asp?noticia=548

Afixado por: john smith em maio 1, 2004 05:46 PM

SERGIO VIEIRA DE MELLO
Façamos as homenagens que fizermos, com todas as honras, não há solução de reparação possível a Vieira de Mello. A querela levantada em torno da sua alegada vida privada, misturada à sua vida profissional, e tornada pública “através” de sua Mãe e respectivas declarações, transformou a memória de Vieira de Mello em KITSCH, tirando-lhe a dignidade a que ele tinha direito e o sentido da vida que ele construiu em 55 anos e que deu à causa em que acreditou.
Vieira de Mello, MORREU DEFINITIVAMENTE. É, irremediavelmente, o KITSCH dele, banal e consumível, que anda, e andará, de livro em livro, de homenagem em homenagem, de cruzada em cruzada, de coração em coração, para “o melhor e para o pior”. Não há verdade a repor porque essa morreu com ele DIGNAMENTE em Baghdad. O resto pertence ao passado, e não mais a Vieira de Mello, que está morto, nem a nós cidadãos que não nos diz respeito nem temos que legitimar, ou não, seja o que for e muito menos aplaudir - citamos - “que Vieira de Mello e os Direitos Humanos sejam invocados e utilizados para fins que nada têm a ver com os Direitos Humanos, com a promoção dos Direitos Humanos,” do que é bem revelador o vídeo a que assistimos da cerimónia com o discurso na integra da mulher do ano eleita - 2004 - no Brasil (cnmb) na categoria de Direitos Humanos.
johnsmith

Afixado por: john smith em maio 21, 2004 11:50 PM

Com Sergio Vieira de Mello, brasileiro, chefe da missão das Nações Unidas, morreram :

«Nadia Younes, egípcia, chefe da equipe de Vieira de Mello.

Renam Al-Farra, jordaniano, trabalhava para o gabinete de coordenação humanitária das Nações Unidas.

Ranillo Buenaventura, filipino, trabalhava para o gabinete de coordenação humanitária das Nações Unidas.

Arthur Helton, advogado de imigração norte-americano e integrante da organização não-governamental Council on Foreign Relations, sediada em Nova York, que visitava Vieira de Mello no momento da explosão.

Rick Hooper, norte-americano, trabalhava no Departamento de Assuntos Políticos. Atuou pelas Nações Unidas em Gaza.

Jean-Selim Kanaan, egípcio, funcionário do gabinete de Vieira de Mello.

Chris Klein-Beckman, canadense, trabalhava como coordenador do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Alya Souza, iraquiana, trabalhava para o Banco Mundial.

Martha Teas, americana, gerente de projeto para o centro de informação humanitária do Iraque.

Fiona Watson, britânica, funcionária do gabinete de Vieira de Mello, no programa de petróleo por comida.

Omar Kahtan Mohamed al-Orfali, iraquiano que trabalhava como motorista para uma organização não governamental que não foi identificada.

Raid Shaker Mustafa al Mahdawi, eletricista iraquiano que trabalhava para a unidade de inspeção de armas, UNMOVIC.

Leen Assad al Qadi, funcionário iraquiano do gabinete de coordenação humanitária.

Alyawi Bassem, iraquiano que trabalhava n, também conhecido como Mahmoud u Taiwi Basim.

Gillian Clark, 47, de Toronto, Canadá, ajudante do projeto Fundo das Crianças Cristãs.

Reza Hosseini, de Mashhad, norte do Irã, funcionária do gabinete da ONU de Coordenação Humanitária no Iraque.

Manuel Martin Ora, 57, capitão naval espanhol que atuava como ligação das forças ocupantes com a ONU.

Khidir Saleem Sahir, iraquiano identificado apenas como funcionário da ONU.

Emaad Ahmed Salman, funcionário iraquiano do gabinete de Vieira de Mello.

Ihsan Taha Husein, funcionário iraquiano do gabinete da ONU».
cosmo_polis

Afixado por: cosmo-polis em maio 22, 2004 06:10 PM

«Sergio Vieira de Mello, o "diplomata brasileiro".

Sergio Vieira de Mello fazia questão de não ser tratado por Embaixador já que não era diplomata de carreira. Habitualmente era tratado por Monsieur Vieira de Mello, Mister de Mello, ou SIR!, quando interpelado por jornalistas Ingleses. Em Timor e Portugal é referido como Professor Doutor Vieira de Mello, ou Dr. Vieira de Mello. Para amigos e colegas era o SERGIO. Ou o Vieira de Mello.
A intimidade com Sergio Vieira de Mello, para nós brasileiros, só começou, e "apressadamente", depois da sua morte e nem nos apercebemos do equívoco de o identificarmos oficialmente como "diplomata brasileiro".

O Governo Brasileiro e a Imprensa Brasileira deveriam ter esclarecido que Sergio Vieira de Mello não era diplomata brasileiro mas apenas um cidadão brasileiro, funcionário de carreira na ONU, a exercer de momento funções diplomáticas ao serviço da ONU .
mariaafonso»
cosmo_polis20003

Afixado por: cosmo_polis em maio 23, 2004 05:52 PM

Conheci Sergio Vieira de Mello e continuo a ver nele o homem lutador, empenhado, sincero, humano, mas nada do género da versão hollywoodesca difundida pelo Brasil, após a sua morte, ora de herói, ora de mártir, ora de galã. Era essencialmente um homem de pensamento, de trabalho e de acção, com a noção exacta do que é prioritário e com um enorme sentido responsabilidade e de missão, de todo enquadrado na Organização a que serviu com toda a lealdade.
Sei quanto ele viveu, por opção, toda a vida arredado do Brasil onde estava sua Mãe. Questiono-me o que aconteceu a essa senhora.
Hoje, de facto, todos gostaríamos de saber se o DNA desta senhora que fala e aparece nos jornais, e em festas de homenagem aqui e acolá, corresponde ao de Sergio Vieira de Mello : Como é possível uma Mãe fazer tanto mal a um filho, como esta dona Gilda está fazendo a Sergio Vieira de Mello ? Será que ela não mede o alcance do que faz e do que diz ?
Quanto a pedidos de indemnização, alegando estar necessitada, o que é surpreendente, faria sentido dona Gilda interpelar o seu Governo Brasileiro, em nome de seu Marido, e pedir com retroactivos a respectiva reparação pelo tratamento que o Governo de então lhe deu, ao afastá-lo das funções que exercia, em vez de apoiar ou aceitar ser ”testa de ferro” em este “embroglio” ilegítimo montado contra seu filho.
TitaStrecht


Afixado por: TitaStrecht em junho 26, 2004 04:38 PM

Deveriamos ter orgulho em todos, e tantos são!, os que por caminhos diversos honram o Brasil, e o engrandecem dentro e fora do País. Poderiamos dizer : Sergio Vieira de Mello, Vinicius de Moraes, Don Hêlder da Câmara, Fernando Henrique Cardoso, Pelé, Veloso, Betânia, Celso Amorim, José Mauricio Bustani, e tantos, tantos outros, que seria justo enumerar. O brasileiro Sr. Scolari tem sido notícia neste football Euro 2004. Um autêntico senhor, embaixador da língua portuguesa e da cultura Brasileira.

Esta próxima final do Euro 2004 de football trás-me à memória uma outra final, a da Copa do Mundo, em 1998, entre o Brasil e a França, em que Sergio Vieira de Mello estava visivelmente entusiasmado. Posteriormente, em entrevista de 05/08/2002, cerca de um mês antes de assumir o cargo de Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, ele refere esse facto : (...) Pergunta : «Seus filhos foram criados na França. Como a família reagiu diante da final entre o Brasil e a França, na Copa do Mundo de 98 ? » Resposta de Sergio Vieira de Mello : «Foi engraçado. Fui assistir à final em Paris e meu filho caçula me esperava com a cara pintada de verde e amarelo, muito identificado com o Brasil. O mais velho, que se identifica mais com a mãe, torcia pela França. São essas químicas difíceis de explicar, um filho é mais brasileiro, o outro é mais francês, o que se pode fazer ? Talvez tenha sido a síntese ideal, pois haveria festa em casa de qualquer jeito». ( http://www.mre.gov.br/acs/clipping/vj0805.htm )

Talvez devêssemos ter mais cuidado com os vivos, e aprender com eles, e valorizar o trabalho deles, e lhes manifestar a nossa gratidão, e os homenagear se o merecem, em vez de tratarmos os mortos desconhecidos ou pouco conhecidos, só porque figuras públicas notáveis, “TU CÁ TU LÁ”, e os transformarmos em mitos ou heróis caseiros, à nossa imagem e à nossa medida, para exaltação do nosso ego, ou em função de determinados interesses nossos, sem medir as consequências e sem respeito por quem já não pode protestar, concordar, ou indignar-se. Nisso estou de acordo com o Sr. Smith.
Federico Sanchez

Afixado por: federico sanchez em julho 5, 2004 11:31 PM

Sergio Vieira de Mello, tal como o Secretário Geral das Nações Unidas Dag Hammarskjold , assassinado em 1961 no Congo, tinha um sentido de responsabilidade e de missão ao serviço da Paz e dos Homens.
“Dag Hjalmar Agne Carl Hammarskjold (pronounced HAM-mar-shold) , 1905-1961, the son of the Prime Minister of Sweden. He studied law and economics, and taught economics at the University of Stockholm. He became president of the board of the Bank of Sweden, then Minister of State, then head of the Swedish delegation to the United Nations, and then Secretary General of the United Nations. In 1960 the Belgian Congo (now Zaire) became independent, and civil war promptly broke out). Hammarskjold went in to negotiate a cease-fire, and was killed in a plane crash in Zambia on 18 September 1961(...)”. J.Kiefer
*”You who are over us, You who are one of us, You who are also within us, May all see you in me also, May I prepare the way for you, May I thank you for all that shall fall to my lot, May I also not forget the needs of others... Give me a pure heart - that I may see you, A humble heart - that I may hear you, A heart of love - that I may serve you, A heart of faith - that I may abide in you”.(Prayer. Dag Hammarskjold).

Afixado por: mauricio em julho 24, 2004 02:13 AM

«(...)L'attentat du 19 août a tué notre père, mais il n'est pas vraiment mort, parce que sa loyauté et ses idéaux vivront à jamais en chacun de nous», a déclaré Laurent, le fils de Sergio Vieira de Mello(...)». swissinfo 28 août 2003 http://www.swissinfo.org/sfr/swissinfo.html?siteSect=105&sid=4176303
monica

Afixado por: monica em agosto 4, 2004 09:06 PM

Segundo notícias recebidas de Portugal, com destaque para Sergio Vieira de Mello, o que se disse em Portugal, e fez notícia em páginas de jornais e entrevistas de televisão, em Agosto de 2003, é que dona Gilda, “a mãe do dr.Sérgio”,( lá assim dizem, quando falam de Sergio Vieira de Mello), Gilda Santos Vieira de Mello, teria nascido em Portugal, numa família modesta do Norte, perto do” Peso da Régua”, em “ALVAÇÕES", Distrito de “Vila Real”, e teria EMIGRADO aos 17 anos para o Brasil. Testemunhas desse tempo afirmaram em 2003 ser ela mas os mais novos desconheciam o caso. Quando a 19 de Agosto de 2004, as notícias diziam que dona Gilda assistiu na Europa com os famíliares às cerimónias pelas vítimas do atentado em que também morreu o seu filho, gerou-se especulação sobre o seu possível regresso às (alegadas) raízes portuguesas. (interrogação). monica

Afixado por: monica em agosto 23, 2004 06:42 AM

**HOJE, SERGIO VIEIRA DE MELLO PERTENCE AO IMAGINÁRIO DAS PESSOAS, A COMEÇAR POR SUA MÃE COMO SE NOS TORNA EVIDÊNTE E ATÉ CHOCANTE PELA NEGATIVA. CADA QUAL VÊ NELE E NOS FACTOS AQUILO QUE QUER VER, OU QUE PRECISA DE VER, E OS MANIPULA A GOSTO E CONVENIÊNCIA, SEM RESPEITO POR SERGIO VIEIRA DE MELLO E AS CAUSAS QUE ELE DEFENDEU, E SOBRE ISSO ESPECULA E O TRANSMITE COMO VERDADE, SEM O RELATIVIZRAR, LANÇANDO A CONFUSÃO PARA DELA TIRAR PARTIDO. MAS ISSO NÃO ALTERA A REALIDADE E A VERDADE QUE ELA CONTÉM SIMULTÂNEAMENTE NO SEU TODO E NO CONTEXTO ESPECÍFICO DE CADA MOMENTO, NA SUA MULTIPLICIDADE UNA, E QUE FOI ESCRITA APENAS POR SERGIO VIEIRA DE MELLO, ATÉ BAGDAD. ESSA SÓ ELE A PODERIA CONTAR. ESSA PERMANECERÁ PARA SEMPRE NO SEGREDO DOS TEMPOS ONDE O SILÊNCIO GUADARÁ MEMÓRIAS. SEM PREÇO!

**19 de Agosto de 2004. Um ano passado sobre a morte de Sergio Vieira de Mello e a de todos aqueles que em missão de Paz, ao serviço da ONU, com ele desapareceram para sempre em Bagdad. Infinita gratidão a todos eles e a todos os que, ao serviço das Nações Unidas, continuam trabalhando, com profissionalismo, humildade e espírito de missão, com integridade e indepêndencia, tal como, até ao fim, Hammarskjold e Vieira de Mello. maria/Cosmopolis


Afixado por: maria/cosmopolis2003 em agosto 24, 2004 04:17 AM

Preciso entrar em contato com a mãe de Sergio Vieira de Melo.Gostaria de obter seu email.

Afixado por: Patricia em agosto 27, 2004 02:34 AM

**Sergio Vieira de Mello ** 19.Agosto.2004 .
*Não podemos esquecer que a vida de cada pessoa tem a mesma dignidade(1) e o mesmo valor. Isto significa, independentemente da dor e indignação por nós sentida, que Bagdad não pode ser visto como sendo um atentado a um grupo VIP para o qual, por isso mesmo, e porque particularmente nos toca, tem de ser exigido “tratamento VIP” e critérios de excepção.
*Custa a acreditar que Sergio Vieira de Mello tenha sido envolvido e enredado desta maneira, tão imerecida, tão pouco ao seu jeito, e que sua MÃE não se aperceba que o comportamento dela revela que ela se deixou transformar cegamente pela dor nesse modelo da arrogância e do “mal”(2) que seu filho combateu com a vida, “mal”esse que, em última análise, é o responsável pela sua morte em Bagdad, tenha o rosto humano que tiver.
*Não temos nós, cidadãos, que tomar conhecimento e legitimar, ou não, a alegada vida pessoal de Sérgio (como alguém já o disse) e o espaço público, (social, profissional, mediático), tem regras próprias que não as do espaço da intimidade, regras, leis e ética, que há que respeitar para conquistarmos o direito de sermos também respeitados. E não é o espaço público o lugar de alguém expor (impor) a sua vida pessoal, e muito menos de envolver nisso Sérgio a nível pessoal e profissional sem sua autorização e na sua ausência.

(1) Todos os seres humanos nascem livres e iguais e m dignidade e direitos – art.1º. da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
(2) Expressão usada por Sérgio Vieira de Mello. TitaStrecht

Afixado por: TitaStrecht em agosto 27, 2004 06:20 AM

"(...)L'envoyé spécial de l'ONU sera à Bagdad la semaine prochaine( le 5 août 2004)
(…)Nommé le 12 juillet, M. Qazi, qui était auparavant ambassadeur du Pakistan à Washington, va remplacer le Brésilien Sergio Vieira de Mello, tué le 19 août 2003 (...) – SWISSINFO. - le 5 août 2004". mauricio

Afixado por: mauricio em agosto 31, 2004 08:50 PM

O Brasil teve na ONU durante 32 anos, Mister Schlittler(*), um brasileiro que serviu de maneira também ímpar, tal como Sergio Vieira de Mello, a causa da dignidade humana, da Paz e do Multilateralismo. Sobre ele, no Brasil, pouco se fala : nem homenagens, nem páginas de jornais, nem documentários, nem filmes como o da Simone Duarte, nem livros, nem "dissertações". Apenas pequenas notícias num ou noutro contexto apropriado ou uma entrevista. (Heróis que nos encham o peito ou o ego, só mesmo os mortos? Heróis, porque espelhamos neles as nossas "fantasias" sem o protesto deles?)

«(*)Gilberto B. Schlittler. Cientista Político, ex-Subsecretário-Geral da ONU. Gilberto B. Schlittler é mestre em administração pública pela New York University (NYU) e cientista político pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP). Ex-funcionário da ONU (1964-1996): Subscretário-Geral (1995-1996), Director do Conselho de Segurança (1988-1993) e da Assembleia-geral (1981-1988). Participou de diversas negociações e missões de paz da ONU. Professor-Assistente de Ciências Sociais da NYU»http://www.dipnet.com.br/conselho_consultivo.asp
monica

Afixado por: monica em setembro 5, 2004 05:34 AM

***(Fonte do documento http://www.brpress.net/pautas.asp?id=44 de 22/08/2003)***

(…)**A maioria dos meios de comunicação brasileiros chamam Sérgio Vieira de Mello de embaixador e diplomata. No entanto ele nunca esteve no Itamaraty... ** - Gilberto Schlittler - Ele não foi embaixador, nem diplomata, mas um notável cidadão brasileiro a serviço da ONU. Tinha 22 anos de idade quando entrou na ONU. Vieira de Mello foi um funcionário internacional. Começou no Alto Comissariado para Refugiados da ONU escrevendo textos sobre refugiados – assunto sobre o qual ele mais entendia, tornando-se depois um especialista. Conheci Sérgio e sua morte e me entristece muito. Além de competente, ele era uma pessoa muito simpática, interessante e cativante. **Sérgio Vieira de Mello era de fato o mais ilustre brasileiro que já havia passado pela ONU?** - Gilberto Schlittler - No momento era um dos dois mais ilustres – era secretário-geral adjunto, o brasileiro com mais alto cargo no secretariado da ONU. Temos outro secretário-geral adjunto da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, o embaixador Rubens Ricúpero, este sim, oriundo do serviço diplomático brasileiro. Eu fui subsecretário. Recentemente, havia José Bustani, que os norte-americanos não suportaram devido à sua competência contrária aos interesses deles. É a prática, quando alcançamos um alto nível no Secretariado, que nos identifiquem como “diplomatas” e mesmo nos chamem de embaixadores, mas isto não significa que somos representantes do governo brasileiro, pois como funcionários internacionais só recebemos instruções do secretário-geral. **Diplomaticamente, como podemos avaliar o incidente?** - Gilberto Schlittler - A meu ver a responsabilidade maior é dos EUA – o poder ocupante no Iraque. A segurança dos funcionários da ONU deveria ser de responsabilidade desse poder, como o é dos governos de países em conflitos que têm um governo em funcionamento. Isso só vem mostrar a incompetência
dos EUA nesse quesito – veja os diversos atentados que estão acontecendo no Iraque pós-invasão e as mortes de soldados e jornalistas – o último foi um palestino da Reuters. Sem falar dos civis. O incidente traz à tona outra impressão: a ONU agora está no Iraque como bombeiro, para apagar o fogo deixado pelo EUA, que invadiu o Iraque passando por cima do Conselho de Segurança. É óbvio que, sobretudo Sérgio, com o papel político que exercia no Iraque, era identificado como aliado dos americanos. **Quem está pagando a conta das consequências da guerra é então a comunidade internacional? ** - Gilberto Schlittler - Sim, é por isso que a ONU está lá, porque os Estados Unidos querem a participação da comunidade internacional para limpar o que fizeram. **O senhor acredita que outros funcionários da ONU e militares das forças de paz correm muito perigo? ** - Gilberto Schlittler – Sim. Esse atentado é mais um aviso – e um enorme aviso. Igual a esse não aconteceu jamais outro – nunca tantos funcionários haviam sido mortos de uma só vez. **Além de aclamado por seus serviços prestados à paz, Sérgio Vieira de Mello pode entrar para a história como o primeiro caso de alto funcionário da ONU que morre em missão? **- Gilberto Schlittler – Não. O conde sueco Folke Bernadotte, representante do secretário-geral nas negociações sobre o Oriente Médio, depois da criação de Israel, como mediador de conflitos entre países árabes e Israel, nos primeiros anos da ONU, morreu em 1948, em atentado de autoria do grupo extremista israelense Stern. Em 1961, houve a morte do segundo secretário-geral, Dag Hammarskjöld, em missão de reconciliação no conflito do ex-Congo Belga. Seu avião caiu e, mesmo sem provas materiais, acredita-se que foi um atentado. Desde o início das atividades das Nações Unidas houve muitos casos de sequestro, desaparecimento e morte, sobretudo em missões de manutenção da paz. Além dos funcionários da ONU, jornalistas têm sido vítimas freqüentes de violência. **Qual será o procedimento da ONU no caso desse atentado em Bagdá? **- Gilberto Schlittler – Segundo Koffi Annan, a missão vai permanecer no Iraque e “não será intimidada” por terroristas. A ONU deve tratar os que ficaram e indenizar as famílias. Temos um fundo de pensão, pelo qual sou aposentado. Do ponto de vista diplomático, o Brasil não pode alegar nada, porque Sérgio estava cumprindo seu dever como funcionário internacional e não a serviço do Brasil. **Funcionários da ONU em missão em áreas de conflitos assinam algum termo de responsabilidade e/ou de ciência de alto risco, isentando a entidade? ** - Gilberto Schlittler – Não há termos de alto risco. Nós sempre fomos expostos a grandes riscos. E nós não temos garantia nenhuma. Fui à Moldova, representando o secretário- geral, onde estive em meio a tiroteios e bombardeios. Na Nicarágua, nos arriscamos em vôos para identificar áreas invadidas que se presumia invadidas pelos fuzileiros americanos. Esses vôos eram verdadeiras aventuras. Os helicópteros tinham metralhadoras porque voávamos sobre território dos contras em aeronaves sandinistas. **O senhor acredita que as missões da ONU têm ficado mais difíceis depois do fim da Guerra Fria?** - Gilberto Schlittler – Sim, tornaram-se muito arriscadas. Um diplomata da coalizão ou aliado a ela tem a proteção dos soldados do poder ocupante – o que não acontece com um funcionário da ONU. Se, no Brasil, um diplomata da embaixada norte-americana sofrer um atentado, a importância política mundial será muito maior que o contrário, apesar da repercussão da morte de Sérgio Vieira de Mello. Nos momentos de perigo real eu não sentia pânico, mas aquela adrenalina típica da certeza de estar presenciando momentos históricos. Depois que as coisas aconteciam eu me dava conta de aquela situação tinha sido realmente perigosa. No campo de batalha, tudo pode acontecer. (…)
(Fonte : http://www.brpress.net/pautas.asp?id=44 Juliana Resende/BR Press

Data: 22/8/2003 ) afixado by monica

Afixado por: monica em setembro 9, 2004 04:12 AM

“Sergio Vieira de Mello. (19 de Agosto de 2004)” .***1- Sergio Vieira de Mello, e seu trabalho, tem sido descredibilizado por sua mãe, dona Gilda, desde Agosto de 2003, de múltiplas e contraditórias maneiras, em todo o mundo, mas concordo que isso é problema dela e dos que nisso a acompanham, e não de Sergio Vieira de Mello, que tinha outro estatuto, intelectual, humano, ético e moral. E nada do que seja dito ou feito, para o bem ou para o mal, pode alterar aquilo que ele foi como o homem e a vida que ele escolheu e viveu, e o significado e o valor do trabalho incansável dele, em função do Bem (no dizer dele), da Paz, de um mundo mais humano e mais justo. “MAS,” há que dizer : Sergio Vieira de Mello não era um ingénuo, nem um inocente, nem marioneta ao serviço “de” ou “de”, nem um burocrata fanático e inexperiente que, de maneira irresponsável, aceitasse cumprir uma missão impossível e arrastar com ele um grupo de colaboradores com destino a uma morte eminente. Missão de alto risco, sim!, mas todo o mundo o sabia. *** 2- Se Sergio Vieira de Mello achasse que sua mãe estava necessitada (como ela diz) ter-lhe-ia feito atempadamente um Seguro para o caso da morte dele, ou tomado providências, como ele próprio, a amigos em situação dessas, aconselhou faze-lo. ***3- Como alguém já disse, dona Gilda, deveria pedir justiça no Brasil por seu marido injustiçado, e exigir do Governo Brasileiro a respectiva e legítima indemnização por seu marido. Seria sensato. Federico

Afixado por: federico em setembro 13, 2004 07:34 AM

NADIA YOUNES: "(...)L’OMS déplore la perte d’un de ses fonctionnaires les plus respectés, efficaces et charismatiques.

Nadia Younes était le Chef de Cabinet du Représentant spécial du Secrétaire général de l’ONU à Bagdad, Sergio Vieira de Mello. Elle avait été détachée à ce poste par l’OMS en mai 2003.

Avant son affectation en Iraq, Nadia occupait à l’OMS le poste de Directeur exécutif chargé des relations extérieures et des organes directeurs depuis août 2002. Elle était notamment responsable des relations avec les Etats Membres de l’OMS, de la mobilisation des ressources et des organes directeurs de l’OMS – le Conseil exécutif et l’Assemblée mondiale de la Santé.

Nadia avait été Chef du Protocole à l’Organisation des Nations Unies à partir de 1998. De juillet 1999 à janvier 2001, elle avait travaillé pour la mission au Kosovo où elle était chargée du Bureau de l’Information et de la Communication pour le Cabinet du Représentant spécial du Secrétaire général, Bernard Kouchner. Après cette mission au Kosovo, elle avait repris ses fonctions de Chef du Protocole à New York.

Nadia était entrée au Secrétariat de l’ONU en 1970, au Bureau des Services généraux. A partir de 1974, elle avait assuré diverses fonctions au Département de l’Information, tout d’abord comme attachée de presse pour les sections anglaise et française. Elle a eu ensuite plusieurs affectations : fonctionnaire de l’information pour la Conférence mondiale de la Décennie des Nations Unies pour la femme ; Bureau de l’information, service de la Planification, d’appui aux programmes et de l’évaluation ; et porte-parole du Président de la quarante-deuxième session de l’Assemblée générale.

Nadia avait également été porte-parole adjoint du Secrétaire général de mars 1988 à janvier 1993 avant sa nomination au poste de Directeur du Centre d’information des Nations Unies à Rome. Elle était ensuite revenue à New York comme Directeur de la Division des Médias au Département de l’Information.

Née au Caire en 1946, Nadia était titulaire d’une maîtrise en sciences politiques et relations internationales de l’Université de New York et d’une licence en littérature anglaise de l’Université du Caire."
monica

Afixado por: monica em setembro 19, 2004 06:07 PM

“ SERGIO VIEIRA DE MELLO – BAGHDAD. “
NADIA YOUNES morreu em Baghdad com Sergio Vieira de Mello e, tal como ele, em declaração pública `a sua chegada ao Iraque, disse estar em Baghdad por solidariedade para com o Povo Iraquiano.
Nadia Younes, inesquecível como pessoa e como profissional. Um ser humano de excepção. Uma MULHER que soube SER.
monica

Afixado por: monica em setembro 21, 2004 02:04 AM

"NO COMMENT":
«Dona Gilda, mãe de Sérgio Vieira de Mello, confessou a amigos que não pára de se decepcionar com a ONU. Achou muito indelicado receber passagens de classe econômica para ir à Genebra, Suíça, assistir à homenagem ao filho.(...)»
"NO COMMENT!", afixado by monica.

Afixado por: monica em outubro 5, 2004 03:00 PM

Sergio Vieira de Mello, 27 de Setembro de 2004 :
(...)"Remise de la bourgeoisie d´honneur de Genève à titre posthume à Monsieur Sergio Vieira de Mello.
La bourgeoisie d´honneur de Genève à titre posthume a été remise aujourd´hui à Sergio Vieira de Mello en hommage au rôle prépondérant qui fut le sien en faveur de la promotion de la paix dans le monde et à son inlassable engagement en faveur des droits de l´homme. La cérémonie de remise de cette bourgeoisie d´honneur s´est déroulée en présence de sa veuve Madame Annie Vieira de Mello et d´un de ses fils, ainsi que du Conseil d´Etat in corpore et du chancelier d´Etat, de Messieurs Pascal Pétroz, président du Grand Conseil, et Sergei Ordzhonikidze, directeur général de l´Office des Nations Unies à Genève, ainsi que de Madame Louise Arbour, Haut Commissaire des Nations Unies aux droits de l´homme. (...)"
(http://160.53.186.12/chancellerie/conseil/2001-2005/ppresse/2004_0927.html). mauricio

Afixado por: mauricio em outubro 16, 2004 02:38 AM

«REMISE A TITRE POSTHUME
DE LA LEGION D’HONNEUR A SERGIO VIEIRA DE MELLO
(Mission de la France, 21 octobre 2004)
(...)L’Ambassadeur, M. Bernard KESSEDJIAN, a remis à Mme Annie VIEIRA DE MELLO, en présence de ses deux fils, Laurent et Adrien, les insignes de Commandeur de la Légion d’Honneur décernés à titre posthume à Sergio VIEIRA DE MELLO.

L’Ambassadeur a fait l’éloge « de cet enfant de Rio, fils du Brésil, élevé dans la culture française, et qui est devenu le fils adoptif de la France qu’il considérait comme sa seconde patrie » et a salué la mémoire d’un « juste, inlassable défenseur des oubliés de la terre et convaincu qu’il est possible de résoudre les problèmes les plus ardus, si l’on tend la main de la solidarité à tous les peuples qui souffrent ».
afixado by monica

Afixado por: monica anderson em novembro 5, 2004 02:22 AM

Hoje, todo o mundo se questiona por que razão os filhos de Sergio Vieira de Mello, Monsieur Laurent Vieira de Mello e Monsieur Adrien Vieira de Mello, ainda não interditaram judicialmente sua Avó Paterna Gilda dos Santos Vieira de Mello, já que têm todo o fundamento e a LEGITIMIDADE para o fazer, através dos habituais e LEGAIS procedimentos. A par disso dona Gilda deveria ser clinicamente acompanhada e inserida no mundo real onde seu filho Sergio Vieira de Mello viveu. mauricio

Afixado por: mauriciozhiemel em novembro 12, 2004 05:13 AM

22 de agosto de 20003 «(...)"Perpétuer ce pour quoi il s'est battu toute sa vie" (...) 22 de agosto de 2003. C'est un document RTL: Rémi Sulmont a pu joindre au téléphone Annie, la veuve de Sergio Vieira de Mello.
Interview:
***"Il y a de merveilleux témoignages d'amitié, des personnes qui croyaient en ce qu'il faisait. Pour eux, c'est un exemple. Le plus bel hommage qu'on puisse lui rendre, c'est de perpétuer ce pour quoi il s'est battu toute sa vie. Pour l'égalité, pour la paix, voilà ce pour quoi il a donné sa vie, avec simplicité, avec sincérité.***
- Vous aviez parlé avec lui des risques de cette mission?
***Bien sûr mais pour lui il était intouchable. Il estimait que les Nations Unies, c'était l'emblème de la paix et qu'il n'y avait aucune raison qu'on touche aux Nations Unies. Il n'avait pas peur d'avoir des relations avec n'importe quel mouvement, quel parti. Le dialogue était ce qu'il y avait de plus important. Il savait respecter tout le monde. Il croyait en ce qu'il faisait, il croyait surtout aux hommes et pensait que les hommes étaient raisonnables***» (http://www.rtl.fr/rtlinfo/irak/article.asp?dicid=144156) afixado by monica anderson

Afixado por: monica anderson em novembro 12, 2004 09:39 PM

«DECLARAÇÃO DO REPRESENTANTE ESPECIAL DO SECRETÁRIO-GERAL PARA O IRAQUE, SERGIO VIEIRA DE MELLO, À SUA CHEGADA A BAGDADE
(2 de Junho de 2003)
Obrigado por estarem aqui para me dar as boas-vindas a Bagdade a mim e aos meus colegas. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para dizer algumas palavras. Serei breve. É uma honra enorme, perante a qual me vergo, estar aqui, no Iraque. O meu único objectivo, como Representante Especial do Secretário-Geral, Kofi Annan, é certificar-me de que a ONU faz tudo o que pode para ajudar o povo do Iraque a sair de um período terrível da sua longa e nobre história. O Iraque sofreu demasiado e durante demasiado tempo. A guerra, a violação generalizada dos direitos humanos e sanções rigorosas. Os Iraquianos merecem mais e melhor, infinitamente melhor. A tarefa é gigantesca. Todos deveríamos enfrentá-la com um profundo sentido de humildade e uma forte determinação. Foi pedido às Nações Unidas que ajudassem o Iraque, assumindo um papel em diversas esferas cruciais: da reconstrução ao regresso dos refugiados e do desenvolvimento económico à reforma jurídica e judicial, passando pela administração civil. E, é claro, o papel da ONU no domínio humanitário prosseguirá e intensificar-se-á. Entre outras esferas decisivas em que nos foi pedido que desempenhássemos um papel figuram os direitos humanos, um assunto que significa muito para mim, o que não surpreenderá ninguém. Todos os cidadãos desta nação, todas as mulheres, homens e crianças, têm direitos humanos que devem ser defendidos e protegidos. É preciso garantir o primado do direito e a segurança para todos os Iraquianos, pois é a única maneira de conseguir que os seus direitos humanos desabrochem. E uma das mais importantes tarefas em que as Nações Unidas vão tentar ajudar-vos, o melhor que sabem, tem que ver com os esforços decisivos para implantar um governo representativo. O dia em que os Iraquianos se governem a si próprios deve chegar rapidamente. Nos próximos dias, avaliarei qual a melhor maneira de as Nações Unidas prestarem ajuda nestas esferas. Para o efeito, tenciono ouvir intensamente o que o povo iraquiano tem a dizer. Os meus esforços imediatos traduzir-se-ão em ter encontros com pessoas provenientes do mais amplo espectro possível da sociedade iraquiana, nomeadamente personalidades ligadas à vida política, religiosa e cívica. Reunir-me-ei também com a Autoridade, a fim de discutir a melhor maneira de a ONU
ajudar o Iraque. E reunir-me-ei com os meus colegas das Nações Unidas, que têm uma longa experiência de trabalho em prol da satisfação das necessidades humanitárias do povo iraquiano. Permitam-me que seja claro: temos de avançar rapidamente, porque as questões são urgentes. Mas também temos de avançar de uma forma inteligente, em consonância com os desejos do povo iraquiano e evitando a duplicação de esforços. É este o desafio com que todos somos confrontados no Iraque. Envidarei todos os esforços para o enfrentar com êxito. Obrigado.
(Fonte : Centro de Informação das Nações Unidas em Portugal – 2003 - www.onuportugal.pt )»
FedricoSanchez

Afixado por: FedericoSanchez em novembro 13, 2004 05:29 AM

Relativamente ao brasileiro Professor Gilberto Schlittler, ex-sub-secretario geral da ONU, cito: (http://www.combate.org.br/txt/sugestoes.php) «(...)o Sr. Gilberto Schlittler, um brasileiro muito inteligente que se aposentou como sub-secretario geral da ONU e conhece como ninguém o que seja aquele organismo. Ele trabalhou lá por 32 anos e tem um currículo invejável. Ele ocupou todos os cargos lá, exceto aquele atualmente ocupado pelo Kofi Annan.(...)» .................................................. (http://www.aomestrecomcarinho.com.br/mnd/35.htm) «(...)Pessoas como o Prof. Schlittler contribuíram para consolidar a ONU como espaço de grande prestígio, onde a convivência entre raças, credos, culturas e nacionalidades não só é possível como faz parte do environment.(...)» afixado by monica

Afixado por: monica anderson em novembro 28, 2004 01:06 AM

(proposta que aumenta o Conselho de Segurança, 2004),
«(...)No ano passado, durante a Assembléia Geral da ONU, o secretário destacou a necessidade de as Nações Unidas reformularem a composição do Conselho de Segurança em vista da realidade internacional. Pelo Brasil, foi escolhido para compor o grupo o embaixador João Clemente Baena Soares *. O critério para seleção desses diplomatas foi que integrassem a categoria de peritos notáveis pela sua experiência e independência dos países que representam.(...)». http://br.news.yahoo.com/041201/6/pkqv.html .


*«João Clemente Baena Soares.
Ambassador João Clemente Baena Soares has served as Secretary-General of the Organization of American States (OAS) and General Secretary of the Ministry of External Relations of Brazil.
Prior to his tenure at the OAS, Mr. Baena Soares served for 31 years in the Brazilian Ministry of External Relations.
He was born in Belem do Pará and studied politics and law.»
http://www.un-globalsecurity.org/bios/soares.asp

Federico

Afixado por: federico sanchez em dezembro 6, 2004 01:19 AM

Sobre o Embaixador João Clemente Baena Soares, referido anteriormente:
«Baena Soares,
Um homem da História e de grandes histórias, João Clemente Baena Soares, nascido em Belém do Pará em 1931, soube como poucos se valer do fato de sua carreira diplomática ter seguido mais o curso da história do que o rumo da geografia, conforme ele mesmo revela: "Ao deixar o Instituto Rio Branco, o jovem diplomata pensa: 'Agora vou para Paris.' Se eu tivesse ido para um posto desse tipo, talvez não houvesse para mim preparação profissional mais firme, nem cresceria em mim o mesmo entusiasmo pela carreira que experimentei."
E certamente a diplomacia brasileira não teria tido a participação tão marcante de um homem que desde as suas primeiras atuações já esboçava um carinho especial pelo que se tornou um de seus maiores interesses na diplomacia: a defesa da América Latina.
Em seus notáveis mandatos, seguiu a carreira diplomática sempre com o objetivo de servir ao Estado e não aos governos. Sempre deixou claro que suas atuações nunca foram meramente burocráticas e que sua condição de diplomata não representava somente um "emprego".(...).
Baena Soares não seria omisso nos deveres que lhe foram designados: o principal deles, trabalhar pela negociação da paz. E assim continua ainda atuante na sua missão, versando sobre tecnologia nuclear, Alca, Mercosul, pobreza, ecologia, internacionalização da Amazônia, dando contribuições ao Direito Internacional e até vaticinando a causa de um dos próximos conflitos mundiais: a falta d'água.».http://www.editorario.com.br/titulo_gente_baena.asp
mauricio zhiemel

Afixado por: mauricio zhiemel em dezembro 6, 2004 04:36 AM

"Só os Estados Membros Podem Fazer a ONU Funcionar". Por : Sérgio Vieira de Mello, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. **************************************************************************************************************** « A preponderância militar dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha não deve levar-nos a pensar que a estabilidade internacional pode ser assegurada pela força. Se quisermos que o sistema internacional se baseie em algo mais do que a força ou o poder, os Estados terão de regressar à instituição que criaram: as Nações Unidas. Essa instituição enfrenta uma crise grave, pelo que ou se encontram maneiras de a resolver ou se têm de suportar pesadas consequências. Os debates sobre o Iraque, tanto antes da guerra como agora, demonstraram que as grandes potências foram incapazes de comunicar entre elas utilizando uma linguagem comum. E isto tem sido mais flagrante no seio das instituições globais. Desde a criação da ONU, o Conselho de Segurança foi responsável pela segurança e a Comissão de Direitos Humanos foi encarregada da protecção dos direitos humanos. Todavia, no caso do Iraque, o Conselho foi, e aparentemente continua a ser, incapaz de chegar a acordo sobre a segurança e o papel da ONU. Do mesmo modo, a Comissão de Direitos Humanos, cuja sessão anual terminou na sexta-feira, demonstrou a sua incapacidade de discutir os direitos humanos. Será que existe uma maneira de renovar, ou de reinventar, uma linguagem comum, que nos permita sair do impasse actual? Julgo que existe, desde que mudemos radicalmente a relação entre segurança e direitos humanos. No Conselho de Segurança, os debates incidiram sobre as armas de destruição maciça, uma questão clássica que lhe é muito familiar, desde a sua criação. Mas os seus membros não puderam, ou não quiseram, imaginar que o seu mandato ultrapassasse essa visão estreita. O Conselho não abordou as numerosas questões de evidente interesse para os seus membros, como a ausência de democracia no Iraque e as frequentes campanhas de terror contra os opositores políticos, reais ou imaginários, levadas a cabo pelo governo de então. Também não conseguiu abordar um assunto mais vasto: como lidar com os perigos graves para a paz e a segurança internacionais que representava um regime que violava de forma flagrante os direitos humanos dos seus cidadãos e que, levado pela tendência da brutalidade para ultrapassar fronteiras, chegara a atacar os seus vizinhos. No final, os principais participantes no debate deram a impressão de estar a falar de uma coisa, enquanto tinham outra em mente. Talvez os membros do Conselho de Segurança tenham entendido que era mais lógico discutir as questões de direitos humanos no âmbito da Comissão de Direitos Humanos. Mas nesta última sessão, muitos dos 53 Estados representados na Comissão sustentaram que não lhes competia debruçar-se sobre o Iraque, uma vez que o Conselho já se ocupava do problema. Outros defenderem que as questões ligadas ao Iraque tinham mais que ver com segurança do que com direitos humanos e, portanto, eram da responsabilidade do Conselho. Outros ainda sustentaram que o problema dos direitos humanos no Iraque era fundamentalmente uma questão de guerra – dado o elevado número de baixas civis – e não de violações desses direitos cometidas antes dela, no país. Mas, fosse qual fosse o argumento invocado, o desejo manifesto da maior parte dos Estados, tanto aqui, em Genebra, como em Nova Iorque, foi evitar iniciar uma discussão sobre os direitos humanos no Iraque. Durante as semanas que precederam a guerra no Iraque, falei com muitos dos principais actores nos debates do Conselho de Segurança. É óbvio, mas talvez valha a pena recordá-lo aqui, que nenhum deles expressou a menor animosidade contra a ONU; nenhum desejava que o Conselho de Segurança falhasse na tentativa de chegar a um consenso sobre o Iraque. O que não conseguiram foi encontrar uma maneira de abordar o problema – de o enquadrar politicamente – para alcançar um consenso. O impasse na Comissão de Direitos Humanos foi semelhante, talvez ainda mais grave. O que faltou a ambos os órgãos foi uma maneira de conceptualizar a segurança em termos de direitos humanos e de reconhecer que as violações flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos se encontram, com frequência, no cerne da insegurança interna e internacional. O problema não é novo. Basta examinar a lista dos fracassos mais recentes das Nações Unidas, como a sua incapacidade de impedir o genocídio no Ruanda e o massacre de Srebrenica. O que têm esses fracassos em comum? Nos dois casos, tratou-se de situações de emergência, seguidas de horríveis carnificinas, cuja natureza não se enquadrava nos esquemas conceptuais do Conselho de Segurança nem da Comissão de Direitos Humanos. Não constituíam ameaças à segurança internacional no sentido reconhecido convencionalmente e compreendido pelo Conselho; e a Comissão de Direitos Humanos também não conseguiu ter a menor influência no desenrolar implacável dos acontecimentos. Foi esse o maior fracasso da nossa época: a impossibilidade de compreender a ameaça que as violações flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos representavam para a segurança e a incapacidade de alcançar qualquer consenso sobre a maneira de responder a esse tipo de risco. E, agora que as vítimas no Iraque se contam aos milhares, não podemos deixar de constatar que o preço do nosso fracasso, que já era tragicamente elevado, está a aumentar. Devemos virar-nos para os Estados Membros das Nações Unidas, especialmente para os que são membros do Conselho de Segurança – sobretudo a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a Rússia – para que eles se interroguem sobre esse fracasso e tentem superá-lo com base nas suas responsabilidades e não nas suas rivalidades. Criticar as Nações Unidas por não terem conseguido alcançar um consenso sobre o Iraque é passar ao lado do problema. Quando os Estados Membros ignoram as suas próprias regras de jogo ou desmantelam a sua própria arquitectura política colectiva, é injusto culpar a ONU ou o seu Secretário-Geral, cujos bons ofícios não são solicitados tão frequentemente quanto seria de desejar. Kofi Annan tem defendido incansavelmente o consenso sobre estas questões vitais, mas não pode impor esse consenso. Tal como eu não estou em posição de exercer a menor pressão sobre a Comissão, cujos mandatos são executados pelo meu Gabinete mas sobre a qual não tenho o menor poder de decisão ou de controlo. Em ambos os casos, o poder está – e muito bem – nas mãos dos Estados Membros e só deles. É a eles que compete encontrar uma maneira de o exercer, colocando os direitos humanos no cerne do conceito de segurança interna e internacional. Os Estados Membros das Nações Unidas têm uma oportunidade única. Pelas suas acções recentes, revelaram uma vez mais as deficiências da instituição que criaram, ao mesmo tempo que salientaram algumas das suas qualidades. Todos os Estados, em particular os membros do Conselho de Segurança, deviam aproveitar esta oportunidade para se debruçar seriamente sobre as suas relações e para ponderar maneiras de empreender uma reforma. As definições da segurança pouco adaptadas às realidades contemporâneas revelaram a sua inutilidade, na crise que acaba de atingir o mundo. Hoje em dia, é a população iraquiana, que já sofre há tanto tempo, que suporta as consequências, primeiro, da guerra, e, agora, de uma paz contestada e controversa. Não pode deixar de ser evidente que chegou a altura de todos os Estados redefinirem a segurança global, colocando os direitos humanos no centro deste debate. Para isso, cada nação deve exercer as suas responsabilidades de uma maneira proporcional aos seus meios. Só então os Estados responsáveis – e não aqueles que são meramente mais fortes – serão capazes de oferecer uma estabilidade duradoura ao nosso mundo». (www.unhchr.ch/news). afixado by monica

Afixado por: monica anderson em dezembro 14, 2004 07:17 AM

"Le désarmement extérieur passe par le désarmement intérieur. Le seul vrai garant de la paix est en soi".
Bouddhiste tibétain (Nobel de la paix 1989), Dalaï Lama, afixado por maria.

Afixado por: cosmopolis em janeiro 9, 2005 10:28 PM

«O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) ao Iraque, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em Bagdá foi o mais importante funcionário do organismo mundial a morrer recentemente em uma missão de paz num local de conflito desde a criação da ONU, em 1945.
Em setembro de 1948, o conde Folke Bernadotte, diplomata sueco, enviado pelo Conselho de Segurança para fazer a mediação entre árabes e judeus na luta pelo território da Palestina, foi assassinado por sionistas radicais.

Bernadotte, membro da família real de seu país, teve papel de destaque nas troca de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial, como vice-presidente da Cruz Vermelha da Suécia e, em 1945, quando apresentou aos aliados a oferta de rendição da Alemanha.

Dag Hammarskjold, secretário-geral da ONU desde 1953 e também sueco, morreu em 1961, na África, quando seu avião caiu, em circunstâncias misteriosas, perto da fronteira da Zâmbia. Ele estava a caminho do Congo (atual República Democrática do Congo) para tentar negociar o fim da luta entre facções rivais que desejavam assumir o poder depois da independência da ex-colônia belga». afixado por mauricio

Afixado por: mauricio zhiemel em janeiro 9, 2005 10:45 PM

SERGIO VIEIRA DE MELLO 2003-2005
1. Como Alto Comissário para os Direitos Humanos Sergio Vieira de Mello fez ponto de honra a despolitização dos Direitos Humanos. Afirmava insistentemente (cito) “Os Direitos Humanos têm de ser despolitizados. Os Direitos Humanos são, por definição, políticos mas não podem ser politizados, ou seja, não podem ser utilizados para fins que não tenham a ver com os Direitos Humanos, com a verdadeira promoção dos Direitos Humanos”. (...)
Enviado por maria/cosmopolis.
Afixado por mauricio.

Afixado por: mauriciozhiemel em janeiro 17, 2005 09:46 AM

SERGIO VIEIRA DE MELLO 2003-2005
(...)2. Analisando os factos, constatámos que na sua ausência, ou, após a sua morte, assente na ignorância do cidadão comum que ou não o conhecia ou mal o conhecia, se gerou (a partir do Brasil) um “movimento organizado” que, de múltiplas maneiras e em nome de alegadas boas causas, angariando apoios, manipulando os midia e a opinião pública, tem politizado a vida de Sergio Vieira de Mello englobando nisso os Direitos Humanos e passando a falsa ideia de estarem glorificando Sergio Vieira de Mello e os Direitos Humanos, ou o que é mais grave, passando a falsa mensagem de, assim, estarem agindo em seu nome.
Enviado por maria/cosmopolis.
Afixado por mauricio.

Afixado por: mauriciozhiemel em janeiro 17, 2005 09:51 AM